Crítico número um de Putin foi transferido de cadeia para ficar mais distante de Moscovo

Alexei Navalny terá sido transferido para uma prisão a 250 quilómetros de Moscovo, mas nem o seu advogado nem a sua família confirmam esta transferência.

EPA/ Sergei Ilnitsky

Alexei Navalny, o principal crítico do Kremlin, foi abruptamente transferido da prisão onde cumpria uma sentença de 11 anos e meio.

O seu chefe de gabinete, Leonid Volkov, contou que quando o advogado de Navalny chegou na terça-feira à colónia penal nº 2, em Pokrov, 119 quilómetros a leste de Moscovo, foi informado de que o opositor de Vladimir Putin não se encontrava no local.

“Não sabemos onde Alexei está agora e para que colónia foi levado”, disse Volkov no Telegram citado pela “Reuters”.

Mais tarde, Sergey Yazhan – presidente de uma organização russa de monitorização das prisões –  disse que o opositor de Putin tinha sido levado para a colónia penal IK-6 em Melekhovo, perto de Vladimir, a cerca de 250 km a leste de Moscovo. No entanto, esta informação ainda não foi confirmada nem pelo advogado, nem pela família.

Na sua última sessão em tribunal, onde foi condenado, Navalny descreveu a Rússia do presidente Vladimir Putin como um estado distópico dirigido por ladrões e criminosos onde os juízes são representantes corruptos de uma elite condenada.

Na mesma ocasião, Navalny criticou Putin classificando-o como um louco que tinha iniciado uma “guerra estúpida” e que estava a massacrar pessoas inocentes da Ucrânia e da Rússia.

Navalny foi preso por violação de liberdade condicional quando esteve na Alemanha internado por envenenamento. Então, a 24 de março deste ano, Navalny foi condenado a mais nove anos de prisão por fraude e desacato ao tribunal. O crítico do Kremlin diz que todas as acusações contra ele são fabricadas e têm como objetivo frustrar as ambições políticas.

O juiz ordenou que Navalny fosse transferido para uma prisão de segurança máxima, onde os direitos de visitas e correspondência serão reduzidos.

Há duas semanas Navalny revelou que enfrenta um novo processo criminal, onde é acusado de criar uma organização extremista e incitar o ódio às autoridades, crimes que podem levar a uma pena máxima de mais 15 anos.

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