CTT admitem introduzir “iniciativas adequadas” para “reequilibrar” contrato de concessão que “não se afigura sustentável”

OS CTT dizem que vão “assegurar a continuidade da prestação do serviço público de correio e demais serviços concessionados, impedindo uma crise desnecessária e sem precedentes, de interrupção de um serviço público essencial”. Empresa liderada por João Bento aponta que, devido à “queda abrupta do correio” provocada pela pandemia, o contrato que vai vigorar até ao final de setembro de 2021 não é “sustentável”.

João Bento, CEO CTT | Cristina Bernardo

O Governo aprovou na terça-feira a prorrogação do contrato de concessão do Serviço Postal Universal até ao final de setembro de 2021, que terminava a 31 de dezembro deste ano. A concessionária CTT aponta que o “contrato não vai ter qualquer alteração imediata dos atuais termos e condições de prestação de serviço”.

Os correios dizem que “apesar dos esforços e das diligências, iniciados pelos CTT muito antes da emergência da crise pandémica, não foi possível por razões a que são totalmente alheios, que a transição para um novo contrato ocorresse em devido tempo. Assim, tal como anunciado recentemente, o Governo decidiu determinar a referida extensão, justamente ao abrigo da situação excecional em curso”.

Perante esta situação, os CTT dizem que o seu “elevado sentido de responsabilidade e de serviço público, em especial no contexto da presente crise pandémica – em que se considera crucial manter os serviços às populações e a integridade das cadeias logísticas – levam os CTT a assegurar a continuidade da prestação do serviço público de correio e demais serviços concessionados, impedindo uma crise desnecessária e sem precedentes, de interrupção de um serviço público essencial”.

“Contudo, os CTT fazem-no, sem prejuízo das iniciativas que consideram adequadas, tendo em conta a necessidade de reequilibrar, fruto da queda abrupta do correio, um contrato de concessão que, em 2020 e no período de prorrogação, não se afigura sustentável”, segundo a empresa liderada por João Bento.

“A decisão dos CTT tem ainda em conta a convicção criada nas múltiplas interações, nomeadamente durante as últimas semanas, com o Governo quanto à necessidade de evolução das condições para a prestação do serviço público de correio, que recupere a sustentabilidade futura e de longo prazo”, segundo os correios.

Para renovar o contrato, os correios exigem novos critérios e um aligeiramento dos indicadores de qualidade a que o regulador das comunicações, a Anacom, usa para avaliar o serviço postal. Já o Governo defende que a concessionária deste serviço tem de ter em funcionamento uma estação, pelo menos, em todos os concelhos do país.

Governo prolonga concessão do serviço postal universal aos CTT até ao final de setembro de 2021

Relacionadas

Governo prolonga concessão do serviço postal universal aos CTT até ao final de setembro de 2021

“Foi aprovado decreto-lei que prorroga a concessão do serviço postal universal, que assim continuará a ser prestado pelos CTT até ao final do mês de setembro de 2021”, lê-se no comunicado do Conselho de Ministros.
Recomendadas

Greve dos trabalhadores da CP e IP suprimiu 394 comboios até às 12:00

“Até às 12:00, circularam 164 comboios, todos de serviços mínimos”, destacou a mesma fonte, indicando que o “total programado até esta hora era de 558 comboios”.

JE Podcast: Ouça aqui as notícias mais importantes desta quarta-feira

Da economia à política, das empresas aos mercados, ouça aqui as principais notícias que marcam o dia informativo desta quarta-feira.

EDP: “A Europa teve sorte este inverno, não vai haver problemas de abastecimento”

“Europa já está livre da dependência do gás da Rússia”, disse hoje Joana Freitas da EDP Produção.
Comentários