CTT dizem que número de encomendas nos novos cacifos “tem aumentado de forma recorrente”

O operador postal prolongou até ao final de agosto a gratuitidade do serviço de cacifos da marca Locky, que permite aos consumidores receberem encomendas de qualquer transportadora num local diferente de casa, e pretende também expandir as suas funcionalidades.

Os CTT – Correios de Portugal prolongaram até ao final deste mês de agosto a gratuitidade do seu novo serviço de cacifos, que permite aos consumidores receberem encomendas de qualquer transportadora num local diferente de casa e recolhê-las quando lhes for mais conveniente. Em entrevista ao Jornal Económico, o administrador João Sousa garante que o operador postal está a expandir o serviço, mas não detalha qual a adesão registada nos primeiros meses.

Há cerca de dois meses, os CTT lançaram uma nova marca de cacifos, a Locky. Além da Galp e do Lidl, com que grandes empresas têm parcerias? Que balanço faz deste investimento?

O balanço tem sido bastante positivo, porque temos aumentado em larga escala a nossa rede de parceiros e e-sellers [vendedores online], e a utilização também cresceu muito nesse sentido. Esta é uma infraestrutura que será crítica no futuro e que está a revolucionar a forma como se entregam e recebem encomendas e coloca o cliente no centro da decisão. É o cliente que vai ter com a encomenda, no momento que lhe for mais conveniente, e não o contrário.

Aumentámos a presença em supermercados, redes de retalho, centros comerciais, postos de abastecimento, parques de estacionamento, hospitais, lavandarias, entre outros. A rede de cacifos Locky, lançada com um parceiro, visa gerir o negócio dos cacifos a nível ibérico e conta com um investimento conjunto de 8 milhões de euros no espaço de três anos. Esta é uma rede agnóstica, criada para permitir que os clientes particulares que efetuem as suas compras online possam usar estes cacifos, independentemente do operador de distribuição.

Esta é uma rede agnóstica

A informação disponível adiantava que não havia custos acrescidos até ontem, dia 31 de julho. O plano é que agora passe a haver uma mensalidade?

A seleção de um Locky como ponto de entrega diretamente no site dos vendedores não acarreta nenhum custo adicional. A utilização do serviço CTT serve para gerar uma morada virtual que serve como morada de entrega, quando opção de entrega num cacifo ainda não está disponível/integrada na loja onde o cliente vai comprar a sua encomenda, possibilitando assim aos clientes receberem em cacifos quando compram em qualquer site e está disponível para levantamento durante cinco dias. Este serviço está atualmente disponível via registo no site dos CTT, foi gratuito até fim de julho e esta promoção será alargada até ao final de agosto.

A utilização do serviço CTT serve para gerar uma morada virtual que serve como morada de entrega

Quantos cacifos Locky há no país neste momento?

Atualmente já instalámos mais de 350 cacifos Locky, de norte a sul do país, estando presentes em todo os concelhos de Portugal continental. O objetivo até ao final do ano é termos mil cacifos instalados e continuar estas instalações no próximo ano. Também estamos a planear a expansão para Espanha, onde temos uma forte presença através da CTT Express. A ideia é continuarmos a crescer, aumentando a conveniência da rede de cacifos e procuramos aumentar também as funcionalidades dos cacifos.

Contabilizaram o número de encomendas que passou pelos Locky desde meados de maio?

Até agora, o número de encomendas tem aumentado de forma recorrente todos os meses e sentimos uma maior adesão por parte dos clientes particulares e das marcas.

Ponderaram trabalhar com a startup Bloq.it neste negócio ou recorreram a outros parceiros?

A nossa solução tem como base parceiros nacionais de diferentes dimensões. Na metalomecânica (hardware) é a cubotonic, na assemblagem e instalação a Tecnocrimp e no software e eletrónica a Micro.io e Polarising. Esta opção de trabalhar apenas com empresas portuguesas não só reforça o papel dos CTT como impulsionador da economia nacional e do ecossistema de startups, apoiando as empresas portuguesas, mas também permite uma maior agilidade do desenvolvimento de produtos a pensar no cliente e de projetos associados a esta rede.

A nossa solução tem quatro parceiros portugueses

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