CTT garantem adesão de 15% à greve enquanto sindicato fala em 60%

Os CTT dizem que a greve que teve lugar na segunda-feira e esta quarta-feira na empresa foi de “fraca adesão”, que rondou os 15%, mas o sindicato fala em 60%. Este tipo de diferenças são uma tradição nacional.

Os CTT dizem que a greve que teve lugar na segunda-feira e esta quarta-feira na empresa foi de “fraca adesão”, que rondou os 15%, mas o sindicato fala em 60%, destacando um impacto crescente nas lojas.

“Os CTT – Correios de Portugal informam que, tendo procedido ao levantamento dos trabalhadores aderentes e consolidação dos dados dos dois dias de greve geral – 31 de outubro e 02 de novembro – apuraram uma taxa efetiva de adesão de 15%, sem impacto expressivo na atividade da empresa”, lê-se numa nota.

Por sua vez, Victor Narciso, dirigente do Sindicato Nacional dos Trabalhadores dos Correios e Telecomunicações (SNTCT) apontou para uma adesão de 60%.

De acordo com os CTT, “nos Centros de Tratamento todo o trabalho foi assegurado e prestado dentro da normalidade, não tendo esta paralisação tido impacto na atividade nem na operação. Não se sentiu qualquer interrupção do serviço aos clientes, não se tendo verificado até agora nenhuma perturbação relevante nos centros de distribuição postal”.

Paralelamente, disse a empresa, “no respeitante às lojas CTT, a greve também não afetou o serviço, mantendo-se todas as 570 Lojas CTT abertas ao público e a funcionar com normalidade”.

Por sua vez, Victor Narciso disse que “o balanço é muito positivo, apesar de hoje haver uma ligeira diminuição, que não é significativa, mas mesmo assim situa-se nos 60%”, referiu, sendo que na segunda-feira o mesmo responsável apontava para números preliminares de 67,5%.

Segundo o dirigente sindical, as lojas e centros de distribuição foram afetados, destacando que “nesta greve a adesão dos trabalhadores das lojas comparativamente a outras greves subiu substancialmente”.

A empresa desmentiu “categoricamente que a adesão à greve tenha sido de 67,5% no dia 31 de outubro”, lamentando que os sindicatos que convocaram a greve “venham revelar valores de adesão absolutamente falsos, colocando em causa o empenho e dedicação dos trabalhadores da empresa, que se apresentaram ao serviço, mesmo com um dos dias de greve marcado para uma ‘ponte’”.

Em 7 de outubro, os sindicatos que representam os trabalhadores dos CTT avançaram com uma proposta de greve nos dias 31 de outubro e 02 de novembro, em protesto pelos “7,50 euros de aumento imposto” pelo grupo aos funcionários, segundo um comunicado.

Na nota, divulgada pela Federação dos Sindicatos de Transportes e Comunicações (Fectrans), as estruturas disseram que “os 7,50 euros de aumento mensal imposto unilateralmente em 2022 a cada trabalhador continuam a ser um gozo com quem trabalha e mantém a empresa a funcionar”.

Os sindicatos referiram que “os CTT aumentaram os preços num mínimo de 6,8%, enquanto impunham unilateralmente um aumento de 7,50 euros a cada um dos seus trabalhadores”, sublinhando que “em setembro de 2022 a inflação galgou para os 9,3% segundo o INE”.

Em junho, os trabalhadores dos CTT já estiveram em greve também devido às atualizações salariais.

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