DBRS mantém nos 2,3% previsão de crescimento da economia portuguesa em 2018

Segundo a agência canadiana – que na sexta-feira manteve o ‘rating’ atribuído a Portugal em ‘BBB’, com perspetiva estável – os riscos que ameaçam as perspetivas de crescimento de curto prazo “aumentaram e são sobretudo de natureza externa, relacionados com um agravamento mais acentuado do que o esperado das condições financeiras e com a escalada do protecionismo comercial”.

A agência de notação financeira DBRS manteve esta segunda-feira nos 2,3% a previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) português este ano, considerando-o um “ritmo saudável, apesar de mais moderado do que em 2017”.

Segundo a agência canadiana – que na sexta-feira manteve o ‘rating’ atribuído a Portugal em ‘BBB’, com perspetiva estável – os riscos que ameaçam as perspetivas de crescimento de curto prazo “aumentaram e são sobretudo de natureza externa, relacionados com um agravamento mais acentuado do que o esperado das condições financeiras e com a escalada do protecionismo comercial”.

Na nota divulgada hoje, a DBRS antecipa que o défice orçamental, o rácio da dívida pública sobre o PIB e o crédito mal parado dos bancos portugueses “continuem a diminuir”, mas adverte que “o rácio da dívida, que se espera que recue para perto dos 120% do PIB este ano, continua alto e deixa as finanças públicas vulneráveis a choques negativos”.

Adicionalmente, refere, “também o crédito mal parado continua alto, sobretudo no setor empresarial”.

De acordo com a agência de notação, os ‘ratings’ de Portugal “podem ser pressionados em alta se excedentes primários sustentados e um crescimento económico estável permitirem uma redução adicional do rácio da dívida pública”, sendo que “progressos adicionais na redução do crédito mal parado também teria um efeito positivo nos ‘ratings’”.

Contudo, avisa, “os ‘ratings’ podem também ser pressionados em baixa se houver uma inversão na trajetória descendente da dívida pública, uma deterioração das perspetivas de crescimento ou um enfraquecimento no compromisso político com políticas económicas sustentáveis”.

Na sexta-feira passada a DBRS manteve o ‘rating’ atribuído a Portugal em ‘BBB’, com perspetiva estável, depois de em abril ter melhorado a notação financeira de ‘BBB (baixo)’.

No comunicado então emitido, a agência referiu que “a confirmação da perspetiva estável reflete a visão da DBRS que os riscos para a notação estão amplamente equilibrados”, salientando que, “embora moderado na primeira metade de 2018, quando comparado com 2017, projeta-se um crescimento real do PIB de 2,3% para o ano completo, acima da média da zona euro”.

Relacionadas

DBRS mantém ‘rating’ soberano de Portugal inalterado com tendência estável

A agência canadiana salientou que a economia portuguesa deverá registar uma “saudável” expansão de 2,3% este e que o défice público e peso da dívida continuam a cair. Alertou, no entanto, que o rácio da dívida pública permanece elevado, o que limita o espaço de manobra orçamental e deixa as finanças públicas vulneráveis a choques negativos.

Moody’s: “Justificada” saída do ‘rating lixo’ pode ser adiada

A agência avalia Portugal esta sexta-feira. Os analistas dizem que merece um ‘upgrade’, mas a incerteza italiana e a proximidade do OE2019 poderão travá-lo.

Centeno sobre o ‘upgrade’ da Moody’s: “Hoje é um bom dia para a economia portuguesa”

O ministro das Finanças já reagiu à decisão da Moody’s de retirar a notação da dívida soberana portuguesa do patamar do ‘lixo’. Mário Centeno sublinhou que a decisão da agência é reflexo do caminho económico escolhido pelo Governo que diz ser “credível e a ser feito com base no equilíbrio das contas públicas”.
Recomendadas

Dá a conhecer o vinho português a empresários estrangeiros

Jack Soifer, consultor internacional com expertise  nas áreas da gastronomia e vinhos, organiza anualmente quatro provas e visitas a adegas para empresários e líderes profissionais estrangeiros. A próxima será em de março de 2023.

Governo anuncia redução dos descontos do Imposto sobre Produtos Petrolíferos em dezembro

O Ministério das Finanças informou esta sexta-feira que, tendo em conta a evolução do preço do gasóleo e da gasolina, haverá uma redução do desconto do ISP em 3,9 cêntimos por litro de gasóleo e em 2,4 cêntimos por litro de gasolina.

Executivos estão a adotar uma nova abordagem em relação aos custos, diz Accenture

Estudo da consultora revela que as medidas tradicionais de cortes de custos já não são suficientes. A estratégia deve ter em conta o crescimento, a sustentabilidade e a inovação das empresas.
Comentários