+ de ¼ de um bilião de dólares em Lisboa – Web Summit

Antes de tudo “Parabéns Portugal, Parabéns Lisboa”. Vamos receber aquele a que muitos chamam a cerimónia dos óscares das novas tecnologias – o Web Summit. Durante três anos, a começar em Novembro de 2016, vão assentar arraiais em Lisboa os gigantes mundiais da tecnologia. Na verdade, foram mais de noventa e sete os países que […]


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Antes de tudo “Parabéns Portugal, Parabéns Lisboa”. Vamos receber aquele a que muitos chamam a cerimónia dos óscares das novas tecnologias – o Web Summit. Durante três anos, a começar em Novembro de 2016, vão assentar arraiais em Lisboa os gigantes mundiais da tecnologia. Na verdade, foram mais de noventa e sete os países que estiveram presentes na última edição, num evento com uma escala mundial que em novembro de 2016 e anos seguintes colocará Portugal no epicentro da tecnologia, da inovação e do empreendedorismo mundial.

Não se pense pois que se trata apenas de uma “feira de vaidades”! Antes pelo contrário, é neste encontro mundial que são discutidas e definidas tendências, apontados os caminhos e muitas vezes reveladas as empresas e os projetos que nos próximos tempos irão fazer e ser parte determinante no nosso quotidiano.
Para termos uma ideia aproximada da magnitude do evento, em 2014 para além dos mais de 22 mil participantes, número que em 2015 ainda na Irlanda será seguramente em muito ultrapassado, estiveram presentes na sala ¼ de um bilião de dólares de empresas privadas de internet. Este número avançado pelo Nasdaq reforça ainda mais a importância deste acontecimento. Relevância assente não apenas nas possibilidades que pode trazer para Lisboa, mas também no impacto direto e positivo que provocará na economia local. Mas mais importante ainda será a proximidade e oportunidade que pode criar com as TI portuguesas.

O sonho de nos tornarmos o “Silicon Valley” europeu pode ficar assim mais perto, não sendo um sonho impossível de realizar. Tornando-se mais uma riqueza, desta vez tecnológica, a acrescentar às mais-valias naturais do nosso país como a terra, o sol e o mar. Embora em planos naturalmente diferentes, a tecnologia pode, deve e tem condições para ser mais um fator de diferenciação competitiva do nosso país. Uma vantagem entre vantagens, que possibilite agora digitalmente a partida das novas caravelas: as caravelas do conhecimento cada vez mais dependentes de nós e não dos bons ventos. Esses bons ventos hoje são criados nos nossos politécnicos, nas nossas universidades, e nas empresas que acreditam, que têm garra e ambição para fazer da inovação através da tecnologia uma forma de levar Portugal ao Mundo.

Na nossa história já demos muito ao mundo, e em termos de inovação tecnológica também demos e damos, como se costuma dizer, “cartas”. Somos um país de inovadores, adotamos a tecnologia muito facilmente e com rapidez, temos disponibilizado serviços na área das redes rodoviárias, nas telecomunicações, no mercado financeiro, e no comércio eletrónico que marcam o ritmo e deixam Portugal ao nível dos países mais avançados e vanguardistas.

É pois por isso importante que nós como setor continuemos teimosamente a apostar em Portugal, nos Portugueses e nas suas capacidades e que lutemos para que este esforço não fique apenas concentrado nas metrópoles. Temos de inteligentemente lançar as sementes pelo território para potenciar também outras zonas. De unir polos que, por vezes fora do radar, estão a desenvolver projetos que integrados numa fotografia maior possam ter o destaque que merecem. Fazem-se muitas coisas boas por este Portugal, mas existe a necessidade de nos mobilizarmos mais. De em conjunto estabelecermos melhores formas de colaboração para que este Web Summit durante 3 anos não seja apenas um evento em Lisboa, mas uma verdadeira mostra também daquilo que melhor se pode fazer em termos de tecnologia em Portugal.

Jorge Manuel Delgado
CEO COMPTA

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