De uma investigação até às suas conclusões e consequências “vai uma distância”, diz Presidente da República

O Presidente da República afirmou hoje, ao ser questionado se o ministro das Finanças tem condições para se manter em funções, que de uma investigação até às suas conclusões e consequências “vai uma distância”.

Rodrigo Antunes/Lusa

“O facto de haver qualquer tipo de investigação ou de procedimento ou de indagação sobre alguém é isso apenas, ponto. Deve haver imensas pessoas com responsabilidades públicas aos vários níveis que estão objeto dessa investigação. Daí retirar como consequência de que a investigação chega a uma conclusão e que essa conclusão é de molde a provocar um determinado tipo de atitude vai uma distância”, declarou Marcelo Rebelo de Sousa.

O chefe de Estado falava aos jornalistas no antigo picadeiro real, junto ao Palácio de Belém, em Lisboa, a propósito da notícia da TVI/CNN Portugal de que a Polícia Judiciária realizou buscas na Câmara Municipal de Lisboa por “suspeitas de corrupção, participação económica em negócio e falsificação” numa nomeação para “prestação de serviços que foi assinada em 2015” pelo então presidente da autarquia, Fernando Medina, atual ministro das Finanças.

Interrogado, antes, se não há já demasiados casos a envolver o nome do ministro das Finanças, o Presidente da República respondeu: “Eu não sei o que é demasiados casos. Ainda hoje há órgãos de informação que fazem uma lista enorme do que se chama portas rotativas, cargos e cargos e cargos e tal, mostrando que verdadeiramente se trata de uma realidade muito antiga nas democracias e também na democracia portuguesa, só que a atenção da opinião pública não é a mesma”.

“Portanto, é natural, faz parte da transparência da democracia. Se há dúvidas, que se levantem as dúvidas, que se esclareça: não há de ilegal ou de incorreto ou irregular, ponto final, parágrafo”, acrescentou.

A TVI/CNN Portugal noticiou na quarta-feira à noite que a Polícia Judiciária realizou na terça-feira buscas na Câmara Municipal de Lisboa por “suspeitas de corrupção, participação económica em negócio e falsificação” numa nomeação para “prestação de serviços que foi assinada em 2015” pelo então presidente da autarquia, Fernando Medina, atual ministro das Finanças.

A Câmara Municipal de Lisboa confirmou à agência Lusa a realização de buscas no departamento de Urbanismo da autarquia, mas remeteu mais esclarecimentos para as autoridades judiciais.

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