Covid-19: PAN considera “inadmissíveis” declarações de secretário da Saúde sobre vacinação de crianças

Esta crítica surgiu na sequência da indignação do Secretário Regional da Saúde e Proteção Civil, Pedro Ramos, perante os números baixos na vacinação das crianças na Madeira  entre os 5 e os 11 anos de idade, que, até ao passado dia 23 de dezembro, estava nos 8%, ou seja, 1190 doses administradas. 

Hannah Beier/Reuters

O PAN Madeira considera as declarações do Secretário Regional da Saúde e Proteção Civil, Pedro Ramos, sobre a vacinação das crianças “inoportunas, inadmissíveis e erráticas”.

Esta crítica surgiu na sequência da indignação de Pedro Ramos perante os números baixos na vacinação das crianças, entre os 5 e os 11 anos, na Madeira, que, até ao passado dia 23 de dezembro, estava nos 8%, ou seja, 1.190 doses administradas.

O PAN adianta que “foi com profundo desagrado que escutamos as declarações do Secretário Regional da Saúde”, afirmando que Pedro Ramos “não foi proativo” nas medidas tomadas para mitigar a pandemia, apresentando “mais uma desculpa, a das crianças que não tomaram a vacina”.

Considerando a atitude relutante dos pais em vacinar as crianças, o PAN acredita que tal é justificável que queiram “aguardar” porque existem “dados preliminares que indicam que esta vacina não é muito boa para esta variante [Ómicron]”.

“O Sr. Secretário Regional da Saúde, com esta conferência de imprensa, transmitiu-nos que politicamente na
Madeira, a saúde está um caos” considera o PAN, acrescentando que “restam-nos os verdadeiros heróis desta crise – os profissionais de saúde”.

O PAN repudia ainda a “falta de capacidade de gestão da saúde na Madeira”, alegando ser uma gestão que “não responde às necessidades das populações” e que prioriza uma faceta de “negócio” em detrimento de garantir a saúde como “um bem para todos”.

“Hoje morre-se na Madeira porque o Governo Regional deixou que a pandemia se descontrolasse e não
tomou medidas pró-ativas para a controlar – e pelos seus erros culpa as crianças e os seus pais”, rematou o PAN, afiançando que irá pedir na Assembleia da República, nos primeiros 30 dias do novo Executivo, um inquérito sobre a situação da Madeira na área da saúde e “levará o caso à justiça”.

O PAN lembra ainda que tem se manifestado contra as medidas de contingência aplicadas pelo Executivo Regional no final do mês de novembro, tendo apresentado queixa à Provedoria de Justiça, alegando que tais medidas “são uma clara violação das normas constitucionais de Direitos, Liberdades e Garantias dos cidadãos e cidadãs da região”.

 

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