Défice da balança comercial aumentou 2.485 milhões de euros em 2019

Segundo os dados do INE, a balança comercial de bens registou um saldo negativo de 20.074 milhões de euros, mais 2.485 milhões de euros do que em 2018.

Aly Song/Reuters

As exportações para o comércio internacional aumentaram 3,5% em 2019 perante o ano anterior, totalizando 59.903 milhões de euros, enquanto as importações atingiram 79.977 milhões de euros, num aumento de 6% perante 2018, revelam os dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) esta segunda-feira, 26 de outubro.

Segundo os dados do INE, a balança comercial de bens registou um saldo negativo de 20.074 milhões de euros, mais 2.485 milhões de euros do que em 2018. Com exclusão da secção dos combustíveis e lubrificantes, as exportações aumentaram 4,4% e as importações aumentaram 6,8%, sendo que o défice aumentou 2.155 milhões de euros, atingindo um total de 14.636 milhões de euros em 2019.

A evolução desfavorável do défice, que tem sido observada nos últimos três anos, deveu-se, em 2019, ao comércio dentro da União Europeia, que verificou um acréscimo de 1.863 milhões de euros ao défice, enquanto no comércio externo à União Europeia o défice aumentou 623 milhões de euros.

O domínio dos países intra-UE nas transações de bens de Portugal com o exterior aumentou para 76,8% nas exportações, mais 0,6 pontos percentuais face a 2018, e 76,4% nas importações, um aumento de 0,5 pontos percentuais perante o ano anterior ao em análise.

Os três principais clientes e fornecedores de bens a Portugal mantiveram-se iguais a 2018, sendo Espanha, França e Alemanha. Por sua vez, o maior défice comercial continuou a ser Espanha, enquanto o maior excedente comercial se registou com os Estados Unidos, sendo que no ano anterior tinha sido com o Reino Unido.

Espanha continuou a ser o principal parceiro comercial de Portugal, com um peso de 24,7% nas exportações e de 30,5% nas importações, sendo que o saldo das transações registou um agravamento de 491 milhões de euros.

“As máquinas e os aparelhos mantiveram-se como o principal grupo de produtos importados em 2019, e deixaram de ser o principal grupo de exportados, posição que passou a ser ocupada pelos veículos e outro material de transporte”, indica o gabinete estatístico nacional. Assim, o material de transporte destacou-se pelo acréscimo de 14,2% nas exportações e de 21,8% nas importações.

Em 2019, “as importações de bens através do comércio eletrónio/vendas à distância totalizaram 348 milhões de euros”, sendo 0,6% do total das importações intra-UE, e registando um acréscimo de 23,5% face ao ano anterior. No ano em análise, os cinco principais fornecedores de bens através deste comércio foram responsáveis por 89% dos mesmos, tanto que Espanha também foi o principal fornecedor através do comércio eletrónico.

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