Défice da balança comercial subiu para 1.593 milhões de euros em outubro

Os dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística esta segunda-feira mostram que as exportações e as importações registaram variações homólogas nominais de +5,9% e +5,3%.

Peter Nicholls/Reuters

O défice da balança comercial de bens portuguesa subiu para 1.593 milhões de euros em outubro, um valor superior em 54 milhões de euros comparativamente ao período homólogo de 2017, segundo os dados divulgados pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) esta segunda-feira. Nesse mês, as exportações aceleraram e as importações ultrapassaram novamente as anteriores, com subidas homólogas nominais de 5,9% e 5,3%, respetivamente.

“Excluindo os combustíveis e lubrificantes, a balança comercial atingiu um saldo negativo de 1.100 milhões de euros, correspondente a um aumento do défice de 39 milhões de euros em relação a outubro de 2017. Excluindo os combustíveis e lubrificantes, as exportações aumentaram 8,5% e as importações cresceram 7,6% (+2,6% e +1,4%, respetivamente, em setembro de 2018)”, refere o INE.

Segundo o organismo de estatística português, no trimestre terminado em outubro, as exportações e as importações de bens aumentaram ambas: 3,1% e 4,5%, respetivamente, quando comparado com o trimestre homólogo do ano passado. No relatório publicado esta manhã, o INE explica que tanto as exportações como as importações cresceram devido ao aumento verificado no comércio Intra-União Europeia (UE), dado que as exportações Extra-UE diminuíram.

Em setembro, o défice da balança comercial portuguesa tinha descido para 1.203 milhões de euros – uma diminuição, em termos homólogos, de 49 milhões de euros.

Notícia atualizada às 11h19

Recomendadas

JE Podcast: Ouça aqui as notícias mais importantes desta segunda-feira

Da economia à política, das empresas aos mercados, ouça aqui as principais notícias que marcaram o dia informativo desta segunda-feira.

Euribor sobem a três, seis e 12 meses para novos máximos de quase 14 anos

As taxas Euribor subiram hoje para novos máximos desde o início de 2009 a três, seis e 12 meses.

Maioria dos europeus tem hoje maior dificuldade em fazer face às despesas mensais

O disparo dos preços tem levado as famílias europeias a ter maior dificuldade em equilibrar o orçamento mensal. Não há dados específicos para Portugal, mas também cá os salários reais têm caído e o poder de compra emagrecido.
Comentários