Défice da zona euro piora no terceiro trimestre para 3,3% do PIB

A receita caiu em termos relativos ao mesmo tempo que a despesa aumentou, causando este agravamento. A pandemia continua a pesar nas finanças nacionais e as medidas de mitigação dos efeitos da inflação também começaram a mostrar o seu impacto, explica o Eurostat.

Bruxelas – 14º lugar

O défice da zona euro com um todo cresceu ligeiramente no terceiro trimestre de 2022, chegando a 3,3% à boleia de aumentos nos gastos públicos. Explica o Eurostat, estes aumentos continuam relacionados com a pandemia, embora se comecem a verificar efeitos das medidas para mitigar os impactos da subida de preços.

Os dados do gabinete europeu de estatística detalham que a receita dos governos do bloco da moeda única caiu, ao passo que as despesas aumentaram, levando a esta subida do indicador em questão.

Ao mesmo tempo, a maioria dos governos nacionais do bloco europeu continuam a registar défices, agravando o resultado final. Portugal é, no entanto, uma das poucas exceções a esta tendência, verificando um superavit de 1,3% no terceiro trimestre.

Tal como Portugal, a Dinamarca, Países Baixos, Suécia e Lituânia mantêm um saldo positivo nas suas contas nacionais. Em cadeia, apenas a Letónia, Eslováquia, Finlândia e Irlanda registaram melhorias no indicador.

Para a zona euro, a receita caiu em termos relativos de 47,5% do PIB para 47,2%, ao passo que, considerando a UE como um todo, a queda foi de 46,8% para 46,6%. Ainda assim, em termos absolutos, o valor subiu cerca de 15 mil milhões de euros entre os países do euro.

Já olhando para os gastos, estes avançaram de 49,5% para 50,5% na zona euro e de 48,6% para 49,6% tomando como referência toda a UE. Analisando o valor absoluto, este cresceu cerca de 58 mil milhões de euros para o bloco da moeda única.

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