Défice melhora 667 milhões em agosto e atinge 3,9 mil milhões

O défice das administrações públicas atingiu os 3.957,2 milhões de euros em agosto, em contas públicas, menos 667 milhões de euros do que no mesmo período de 2014, segundo divulgou a Direção-Geral do Orçamento (DGO). De acordo com a síntese da execução orçamental até agosto, divulgada pela DGO, “considerando o universo comparável, o saldo global […]

O défice das administrações públicas atingiu os 3.957,2 milhões de euros em agosto, em contas públicas, menos 667 milhões de euros do que no mesmo período de 2014, segundo divulgou a Direção-Geral do Orçamento (DGO).

De acordo com a síntese da execução orçamental até agosto, divulgada pela DGO, “considerando o universo comparável, o saldo global das administrações públicas registou uma melhoria face ao período homólogo de 667 milhões de euros, em resultado do efeito combinado do aumento da receita e da diminuição da despesa”.

Isto porque a receita total aumentou 1%, “refletindo o acréscimo da receita fiscal (5,3%) parcialmente anulado pela redução nas restantes componentes”.

Do lado da despesa, esta reduziu-se em 0,3%, uma queda que “foi determinada pelo decréscimo da despesa com subsídios à formação profissional, com prestações de desemprego e com pessoal que mais do que compensou o acréscimo registado nas restantes rubricas com destaque para o investimento, a aquisição de bens e serviços e juros e encargos associados a dívida pública do Estado”.

Em termos de subsetores, esta melhoria “ficou a dever-se ao aumento do excedente da Segurança Social (em 395,9 milhões de euros) e à melhoria do saldo da Administração Local e Regional (em 328,4 milhões de euros, em parte explicada pela regularização de dívidas de anos anteriores em valor inferior ao do período homólogo)”.

No entanto, estes desempenhos orçamentais foram “parcialmente anulados pela deterioração do défice da Administração Central (em 57,2 milhões de euros)”, escreve a DGO.

Os números divulgados pela DGO são apresentados em contabilidade pública, ou seja, têm em conta o registo da entrada e saída de fluxos de caixa, e a meta do défice fixada é apurada pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) em contas nacionais, a ótica dos compromissos, que é a que conta para Bruxelas.

Na quarta-feira, o INE divulgou o valor do défice até junho deste ano em contas nacionais, a ótica dos compromissos e a que conta para Bruxelas, revelando que o défice orçamental atingiu 4,7% do PIB na primeira metade do ano, um valor superior à meta de 2,7% estabelecida pelo Governo para a totalidade do ano.

OJE

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