Denúncia: Companhias pressionam pilotos para voar com menos combustível

O presidente GPIAA – Gabinete de Prevenção e Investigação de Acidentes com aeronaves – denuncia pressões sobre os pilotos para pôr menos combustível nos aviões.

O presidente do GPIAA – Gabinete de Prevenção e Investigação de Acidentes, Álvaro Neves, afirmou na edição de hoje do DN que cortar no combustível compromete a segurança, alertando para o acidente aéreo que ocorreu na Colômbia.

O responsável denuncia ao jornal que a gestão “mais apertada dos custos das companhias aéreas está a levar muitas transportadoras a pressionarem os pilotos para que coloquem menos combustível nos aviões.”

Salienta ainda que apesar de caber aos pilotos definir quanto combustível devem levar, “o seu julgamento é frequentemente desafiado” e que isso se relaciona com o enorme encargo que o combustível de jato exerce sobre as finanças das companhias aéreas.

“Menos combustível significa um avião mais leve; Um avião mais leve significa melhor rácio de custo por km percorrido, economizando dinheiro à companhia aérea”, exemplifica.

“É sabido que os pilotos afirmam que as companhias aéreas são forçadas a voar com combustível nos mínimos. Medidas de redução de custos criam sérios riscos para os utilizadores deste meio de transporte”, afirmou Álvaro Neves ao DN.

E conclui: “Espero que se retire um ensinamento a todos os níveis deste ultimo terrível acidente na Colômbia, onde pretendia manter a minha confiança, tanto como passageiro, como responsável do GPIAA, que nenhuma companhia tenha esta forma de jogar o jogo, pois se assim considerar que poupando uns euros consegue manter-se competitiva, de certeza estará na televisão e não por uma coisa boa. Crime é a palavra que utilizo para casos como este”.

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