Depois da entrega do Orçamento do Estado, PSD ganha terreno face ao PS

Apesar de ainda ser uma distância confortável, a subida do PSD e a descida do PS são ligeiras mas somadas ganham significado político. O Chega cresceu quase 1% face ao mês anterior enquanto que o partido de Joacine Katar-Moreira resgistou uma queda de 1,6%.

No mês de dezembro, a distância entre o Partido Socialista (PS) e o Partido Social-Democrata (PSD) ficou mais reduzida. De acordo com a mais recente sondagem da Intercampus, feita para o “Jornal de Negócios” e “Correio da Manhã”, e divulgada esta segunda-feira, o partido liderado por António Costa reúne 33,9% das intenções de voto, contra 25,7% de Rui Rio.

A sondagem chega uma semana após a entrega do Orçamento do Estado para 2020 no Parlamento. A subida do PSD e a descida do PS são ligeiras mas somadas ganham significado político. Os socialistas perderam um ponto percentual ao passo que os sociais-democratas subiram 0,8 pontos, o que, no conjunto dá uma redução de 1,8 ficando a uma distância de 8,2 pontos. E se recuarmos a outubro, a diferença encurtou-se ainda mais, passando de 10,8 para 8,2 pontos.

Da mesma maneira que os sociais democratas ganham terreno, também sobe Rui Rio. Rio recebe uma classificação de 3, que contrasta com os 2,7 do mês anterior, enquanto António Costa passa de 3,2 para 3,1, ficando com a distância mínima face ao líder da oposição.

No que toca aos outros partidos, o Bloco de Esquerda mantém-se destacado na terceira posição, com intenções de voto estáveis, de 10,7%. Segue-se a CDU, que detém 6,3%, tal e qual à analise feita em outubro. O PAN mantém a quinta posição, conseguindo 6,1% das intenções de voto, o valor mais alto desde, pelo menos, os últimos três meses.

Em quinto lugar surge o Chega, com as intenções de voto a passarem de 4,8% para 5,7%. Ainda à direita, o CDS recupera ligeiramente para 3,9%, enquanto a Iniciativa Liberal desliza para 2,4%. A queda mais significativa é a do Livre que passou de 2,7% para 1,1% no que toca às intenções de voto.

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