Desflorestação na Amazónia atinge novo máximo em novembro

Segundo o dados do Inpe, a área ardida da Amazónia assemelha-se à area de Porto Rico. Em novembro, registaram-se 563 quilómetros quadrados, mais 103% do que foi registado mesmo período do ano passado

Os níveis de desflorestação no Brasil atingiram um novo máximo em novembro, totalizando 563 quilómetros quadrados queimados, mais do que o dobro registado no mês de outubro de acordo com os dados do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe).

Os valores sugerem que os números totais da desflorestação ocorrida durante o período de janeiro a novembro foi de 8.934 quilómetros quadrados, 83% mais elevado do que o mesmo período em 2018. Em termos práticos, a área ardida é quase do mesmo tamanho que a área total de Porto Rico.

O ritmo de desflorestação geralmente desacelera entre novembro e dezembro, durante o período de chuvas na Amazónia. A subida no mês passado é considerada incomum.

Analistas e ambientalistas responsabilizam o presidente Jair Bolsonaro por incentivar fazendeiros e madeireiros a esta prática devido ao seu discurso de que a Amazónia tem de ser desenvolvida e que os mecanismos de fiscalização ambiental devem ser enfraquecidos.

Bolsonaro e o ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles, já vieram afirmar que governos anteriores desempenharam um papel na subida da desflorestação, e afirmaram que o corte de verbas em órgãos como o Ibama começaram antes do atual governo tomar posse em janeiro deste ano.

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