Desigual perdeu 23 lojas em seis meses (com áudio)

A marca Desigual está a perder terreno no mercado e o fecho de lojas é indicativo disso mesmo. Das 500 no início de 2020, a empresa tem agora 393.

Quique García (EFE)

A marca Desigual voltou a enfrentar dificuldades e isso levou ao encerramento de 23 lojas nos últimos seis meses, revelou o “El Economista” esta quinta-feira.

A publicação indica que a marca retalhista de roupa terminou 2022 com menos de 400 lojas abertas, um valor abaixo das perspectivas, uma vez que a empresa pretendia aumentar o número de localizações.

A marca soma agora 393 lojas pelo mundo, menos 100 do que no início da pandemia. Este valor representa menos 15 do que no início do ano e menos 23 das que ostentava no final do primeiro semestre. Assim, a a empresa encerrou um total de 38 lojas em 2022.

O “El Economista” relembra que a empresa liderada por Thomas Meyer está a perder terreno há dez anos, tal sendo visível nos dados das vendas. Em 2014 a Desigual faturava 964 milhões de euros, um número de caiu para mais de metade, tendo-se fixado em 371 milhões em 2021.

Apesar do fecho das 38 lojas no ano passado, a publicação lembra que 2020 foi o pior ano para a marca desde a sua existência, dado o fecho de 72 lojas, quando passou de 500 para 428 pontos de venda. Em 2021, a Desigual tomou a decisão de encerrar 20 lojas.

Mas o fecho das lojas não significa que a empresa está a desistir do negócio. A Desigual está também a apostar em novos mercados, como o Médio Oriente ou a China, ainda que tenha aberto algumas lojas em Berlim, Paris, Nova Iorque e Milão.

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