Despesa em I&D deve atingir recorde de 1,7% do PIB em 2019

O ministro da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, Manuel Heitor explica ao ”Expresso” que ”a minha estimativa é de que a despesa nacional em I&D cresça de 1,33% em 2017 para 1,45% do PIB em 2018″.

No próximo ano, a despesa total pública e privada em investigação e desenvolvimento (I&D) em Portugal deverá atingir o valor recorde de 1,7% do Produto Interno Bruto (PIB), prevê o balanço de 2018 do Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (MCTES), avança o ‘Expresso”.

Segundo o documento a que o semanário teve acesso, o ministério refere que há “uma convergência efetiva para a Europa do conhecimento desde 2016, em consequência de uma política clara de emprego de recursos humanos qualificados e de valorização de carreiras científicas e académicas”.

Esta despesa em I&D “tem sido sobretudo expressivo nas empresas, que representam agora mais de metade da despesa nacional”. No entanto, a média global da UE é de 2,07% do PIB e há países que atingem ou ultrapassam mesmo os 3%, como a Suécia (3,3%), Áustria (3,2%), Dinamarca (3,1%) e Alemanha (3%).

Os dados definitivos deste ano “só são conhecidos em junho de cada ano, como é habitual”, afirma ao jornal Manuel Heitor. “Mas a minha estimativa é de que a despesa nacional em I&D cresça de 1,33% em 2017 para 1,45% do PIB em 2018”, explicou o ministro.

O valor global do investimento em I&D no ano passado atingiu 2.563 milhões de euros.

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