Despesa total em investigação e desenvolvimento atinge máximo histórico em Portugal

O Governo indica que “Portugal é o terceiro Estado-membro em que o peso da despesa em I&D no PIB mais cresce e o segundo em que a despesa absoluta em milhões de euros apresenta uma taxa de crescimento mais elevada.

Krisztian Bocsi/Bloomberg

O Ministério da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior anunciou, esta quarta-feira, que a despesa com investigação e desenvolvimento (I&D) e atingiu 1,62% do PIB, um valor histórico em Portugal.

Assim, a despesa em I&D cresceu “8% em 2020 (244 milhões de euros) e 45% desde 2015, superando pela primeira vez os três mil milhões de euros”, apontou o Ministério.

Assim, Portugal “atingiu um novo máximo histórico de 3.236 milhões de euros em 2020, representando agora 1,62% do PIB (quando eram 1,58% nos dados provisórios de agosto)”, um valor superior aos 2.992 milhões de euros atingidos em 2019.

“O valor da despesa total em I&D corresponde a um aumento de 8.1% face a 2019 e de 45% desde 2015, quando representava cerca 1,2% do PIB. A comparação da informação definitiva com a informação disponibilizada no portal Eurostat relativa aos restantes Estados-membros para 2020 mostra que Portugal é o terceiro Estado-membro em que o peso da despesa em I&D no PIB mais cresce e o segundo em que a despesa absoluta em milhões de euros apresenta uma taxa de crescimento mais elevada”, indica o Governo.

Os dados divulgados pelo Governo apontam que “mais de 4.300 empresas registaram atividades de I&D” o que representa mais 541 empresas do que em 2019, ou seja, um aumento de 14%. Desta forma, também o número de investigadores aumentou tendo o Executivo de Costa registado “53.174 investigadores, com 21.979 investigadores nas empresas, mostrando um aumento de 86.5% desde 2015 e representando agora cerca de 41% do total de investigadores em Portugal”.

O Ministério da Ciência Tecnologia e Ensino Superior também informa que a “despesa em I&D das empresas passa a representar 57% da despesa total em I&D (era 46% em 2015 e cerca de 44% em 2009), superando a despesa pública pelo quarto ano consecutivo”.

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