Destituição de Trump: norte-americanos cada vez mais recetivos ao ‘impeachment’

Cerca de 55% dos norte-americanos estão a favor do parecer da Câmara dos Representantes, um valor que, na semana passada, se situava nos 48%.

O número de eleitores a favor da destituição de Donald Trump continua a subir, tendo atingido um novo máximo na última sondagem conduzida pelo agregador de notícias MSN.

De acordo com os dados recolhidos, cerca de 55% dos norte-americanos estão a favor do parecer da Câmara dos Representantes (liderada pelos democratas), um valor que, na semana passada, se situava nos 48%. Já o número daqueles que são contra o ‘impeachment’ representam 40% dos resultados, um novo mínimo de acordo com o jornal “Independent”, esta quinta-feira.

A diferença entre os dois lados tornou-se muito maior desde a semana passada, quando havia pouco a dividi-las (48% a favor da remoção de Trump, 47% contra). A percentagem de entrevistados que não respondeu ser a favor ou contra à condenação também cresceu.

David Rothschild, economista da Microsoft Research, considera que o número de pessoas que passam do contra à saída para “não sabe” é significativo. “Quando acompanha as pesquisas diariamente, aprende que as pessoas raramente dão grandes saltos da oposição ao apoio”, realçou.

“Esta pesquisa é um sinal claro de que a política republicana de obstrução completa não está a ser bem aceite ao público votante”.

Na semana passada, Trump foi formalmente acusado de abuso de poder e obstrução ao Congresso, num processo de destituição iniciado pelo Partido Democrata na Câmara dos Representantes.

A razão para a acusação é a suspeita de que Trump pressionou o presidente ucraniano para este anunciar uma investigação das autoridades a Joe Biden, antigo vice-presidente e um dos principais nomes na corrida à nomeação democrata à candidatura à presidência em 2020, e ao seu filho, Hunter Biden, que tem negócios na Ucrânia.

Trump afirma que não fez nada de errado e apresenta o processo contra si como uma caça às bruxas.

Os republicanos têm uma maioria de 53 no Senado, onde serão precisos 51 votos para aprovar a definição de uma série de regras para o processo. Para aprovar uma condenação é depois preciso uma maioria de dois terços, o que praticamente garante que Trump não será mesmo afastado do cargo.

Apesar disso, o facto de estar em campanha enquanto decorre o processo do impeachment poderá ter efeitos na corrida à reeleição de Trump, efeitos que podem ser prejudiciais quer para o chefe de Estado, quer para os democratas.

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