Detenção de João Rendeiro foi “prenda de Natal da Polícia Judiciária ao país”, diz Marques Mendes

No seu habitual espaço de comentário da atualidade Marques Mendes defendeu que só o ex-banqueiro no seu lado de “cinismo e arrogância” acreditava que ia ficar “indefinidamente a fugir às autoridades”.

Marques Mendes considerou que a detenção de João Rendeiro, no último sábado, na África do Sul, acabou por ser uma prenda de Natal dada pelas autoridades portuguesas a Portugal.

“É uma prenda de Natal que a Polícia Judiciária dá a si própria, à justiça em geral e ao país. A Polícia Judiciária está de parabéns, porque foi competente a planear, a executar e no resultado final e sem fugas de informação. Isto não é muito português, mas é notável”, afirmou no seu habitual espaço de comentário da atualidade na SIC.

O antigo deputado salientou que a detenção do ex-banqueiro foi também importante para repor a imagem da justiça portuguesa. “A justiça em geral não tinha saído bem na fotografia quando foi a fuga [de João Rendeiro]. Houve muito a ideia de que a polícia foi negligente. Os portugueses quando foi o caso da fuga de João Rendeiro levaram quase um murro no estômago e agora acho que os portugueses têm orgulho nesta operação”, realçou.

Para Marques Mendes, João Rendeiro provou uma vez mais todo o seu descaramento. “Este homem mostrou o seu lado de convencimento, cinismo e arrogância. Só este homem é que podia pensar que no tempo global em que vivemos, com a cooperação judiciária internacional que existe que ia ficar indefinidamente a fugir às autoridades”, sublinhou.

No entanto, o comentador deixou críticas à divulgação da foto de João Rendeiro aquando do momento da sua detenção, na qual o ex-banqueiro surge de pijama.

“Não sei quem divulgou essa imagem, mas quem fez essa divulgação não o devia ter feito. João Rendeiro em todo este processo comportou-se como um patife completo, com um descaramento total, mas acho que até alguém que se comporta como um patife tem direito à dignidade e não merece ser humilhado e esta fotografia tem apenas esse objetivo”, referiu.

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