Dezoito milhões no bolso e meia Europa atrás dele

Mourinho não resistiu à pior fase da sua carreira e foi, pela segunda vez, despedido do Chelsea. “Tubarões” europeus preparam milhões para o contratar.


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Há sete meses, o treinador mais bem pago do mundo festejava o seu terceiro título de campeão na Premier League pelos londrinos (que, na sua história, venceram por cinco vezes esta prova) e preparava-se para renovar contrato com o Chelsea por mais quatro temporadas. A conquista do título após o regresso de Mourinho a Stamford Bridge em 2013 parecia o prenúncio de um longo reinado dos “blues” em Inglaterra, com o português sentado na cadeira de sonho a liderar os destinos de um plantel de milhões (451 milhões de euros, de acordo com números da Deloitte de 2014). Numa história de três títulos da Premier League (dois deles conquistados na primeira passagem), uma Taça de Inglaterra (2007) e três Taças da Liga (2005, 2007 e 2015), faltava a consagração europeia que levou Roman Abramovich a ir buscar Mourinho ao FC Porto em 2004 (o Chelsea conquistou a Liga dos Campeões com Mourinho noutras paragens).
No entanto, e como no futebol a lógica é mesmo uma batata (outra forma de dizer que o desporto–rei lidera nas emoções mas também no ranking das improbabilidades), em sete meses, tudo mudou em Stamford Bridge. “O clube deixa claro que José deixa-nos em comum acordo e será sempre recordado como uma pessoa muito querida, respeitada e uma figura de relevo no clube”, foi desta forma que o Chelsea se despediu, pela segunda vez, do técnico português.
Com os “blues” qualificados para os oitavos da prova milionária mas num inacreditável 16.º lugar da Premier League (a um ponto dos lugares de descida e com nove derrotas em dezasseis partidas), os londrinos não quiseram prolongar o inevitável e chegaram a acordo com o treinador português: um ano de salário, cerca de 18 milhões de euros, de acordo com o site MaisFutebol.

Meia europa a tremer
O Special One está no mercado e isso vem, no mínimo e no imediato, destabilizar o mercado de inverno dos treinadores. Dificilmente Mourinho aceitará um projeto em janeiro mas isso nunca impediu nenhum “tubarão” de acenar com milhões e milhões junto dos melhores.
Assim, abrem-se três janelas de mercado para José Mourinho: Espanha, França e Inglaterra. No país-vizinho, Benítez é cada vez mais contestado e, nos corredores do Real Madrid, fala-se em Mourinho para voltar a comandar os merengues. Na Ligue 1, e apesar do sucesso retumbante do Paris Saint Germain, existe a secreta esperança que um técnico com o currículo do português veja com bons olhos uma mudança para a Liga francesa. No país de Sua Majestade, os dois clubes de Manchester poderão estar prestes a iniciar a luta pelo português e caso o City opte por Guardiola, Mourinho já não terá o peso de suceder a Ferguson e poderá liderar o United às glórias de outros tempos.

Por José Carlos Lourinho/OJE

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