DGO divulga hoje síntese de execução orçamental até novembro

A Direção-Geral do Orçamento divulga esta sexta-feira a síntese de execução orçamental em contas públicas até novembro, sendo que o Governo já admitiu rever em baixa a meta do défice para 2018.

A Direção-Geral do Orçamento (DGO) divulga esta sexta-feira a síntese de execução orçamental em contas públicas até novembro, sendo que o Governo já admitiu rever em baixa a meta do défice para 2018.

Segundo o último relatório da DGO, o excedente orçamental em contas públicas totalizou 259,4 milhões de euros até outubro, uma melhoria de 2.072 milhões de euros face ao período homólogo. A melhoria do saldo global foi explicada por um crescimento de 5,4% da receita, superior ao da despesa de 2,1%.

De acordo com a mesma síntese, entre janeiro e outubro, o Estado arrecadou 35,9 mil milhões de euros em impostos, mais 1,7 mil milhões de euros do que em igual período do ano passado.

Por sua vez, os pagamentos em atraso das entidades públicas totalizaram 1.120 milhões de euros até outubro, menos 151 milhões de euros relativamente ao período homólogo e 15 milhões de euros face ao final de setembro.

Já as cativações fixavam-se até ao final de setembro em 773,7 milhões de euros, o equivalente a 0,9% da despesa da Administração Central e Segurança Social.

De acordo com o documento da DGO, no mês em causa, estavam ainda inscritos 364,9 milhões de euros na reserva orçamental “distribuída pelos Programas Orçamentais para fazer face a eventuais necessidades de cada programa”.

O valor dos cativos em 2018 é inferior em 148 milhões de euros ao valor verificado em igual período do ano anterior.

Os números divulgados pela DGO são apresentados em contabilidade pública, ou seja, têm em conta o registo da entrada e saída de fluxos de caixa.

Já a meta do défice é apurada pelo Instituto Nacional de Estatística (INE) em contas nacionais, a ótica dos compromissos, que é a que conta para Bruxelas.

O Governo inscreveu uma meta de défice de 0,7% do Produto Interno Bruto (PIB) para 2018, tendo o ministro das Finanças, Mário Centeno, admitido em 21 de dezembro rever em baixa este valor, após o Instituto Nacional de Estatística (INE) ter anunciado um excedente de 0,7% do PIB no terceiro trimestre.

Recomendadas

Santana Lopes perspetiva ano económico “muito difícil” em 2023

Santana Lopes mencionou também o aumento “escandaloso” de quatro vezes a taxa base do custo da tarifa de tratamento dos resíduos sólidos urbanos a pagar à Empresa de Resíduos Sólidos Urbanos do Centro (ERSUC), cujo acionista base é privado.

Preços da energia em Itália vão subir ainda mais apesar de já estarem elevados

O Executivo de Roma já dedicou este ano 60 mil milhões de euros a medidas para procurar reduzir o impacto da subida destes preços.

Crise/inflação: Costa recusa razões para alarmismo sobre panorama dos créditos à habitação

António Costa procurou assegurar que o seu Governo está “atento” face ao impacto da subida dos juros nas prestações a pagar pelas famílias com créditos à habitação.
Comentários