Vacinação das crianças entre cinco e onze anos arranca na próxima semana (com áudio)

A entrega das 300 mil doses destinadas à vacinação das crianças tem data marcada para dia 13 de dezembro, altura em que se espera ser divulgada a nota técnica que justifica a decisão da DGS em proceder à inoculação das crianças entre os cinco e os onze anos.

Miguel A. Lopes / Lusa

Graça Freitas, diretora da Direção-Geral da Saúde (DGS), garantiu esta quinta-feira, 9 de dezembro, que a comissão técnica de vacinação (CTV) vai iniciar o processo de vacinação das crianças entre os cinco e os onze anos já na próxima semana – altura em que chegam a Portugal 300 mil doses da vacina contra a Covid-19 destinadas ao efeito.

A responsável da DGS garantiu que, assim que chegarem a Portugal as vacinas, “vamos poder começar a fazer a vacinação”. A entrega das 300 mil doses destinadas à vacinação das crianças tem data marcada para dia 13 de novembro, altura em que se espera ser divulgada a nota técnica que justifica a decisão da DGS em proceder à inoculação das crianças entre os cinco e os onze anos.

“Houve um parecer dos pediatras, dos especialistas em saúde, entregues à comissão técnica de vacinação, em que ela própria se baseou, para dar o ponto de situação técnico à Direção-Geral da Saúde”, sublinhou Graça Freitas.

Sobre a acusão de alguns partidos polítcos de que o processo estaria a decorrer com “pouca transparência”, a diretora da DGS respondeu que “não creio que não haja transparência. Esses pareceres depois são vertidos em notas de imprensa, em comunicados que nós fazemos, que resume no fundo o parecer, e depois são vertidos para normas da DGS e, essas normas, remetem elas próprias para documentos que foram consultados, e para estudos que foram consultados, e que qualquer pessoa pode consultar”.

“Em relação concretamente à questão da vacinação pediátrica, ainda estão, hoje à tarde, em reunião membros da CTV, ou a CTV toda, para poderem definir o intervalo entre as doses. No final deste processo de parecer técnico, a DGS vai receber e vai comunicá-lo à tutela e depois temos aqui uma segunda fase que estamos prontos a fazer, publicar uma nota técnica relativamente extensa em relação às que costumamos fazer a explicar todo o processo”, acrescentou Graça Freitas.

Sobre possíveis medidas mais restritivas, a diretora da DGS afirmou estar, enquanto autoridade de saúde nacional, a “emitir informação e orientação com os meus colegas das autoridades de saúde, sempre que tiverem suspeita de um surto da Ómicron, que façam um rastreio cuidado e aumentem o prazo de quarentena para 14 dias, até que tenhamos mais matéria cientifica”.

Por fim, quando questionada sobre o atual ponto de situação de Portugal em relação à pandemia, Graças Freitas disse que o país está entre o “primeio e o segundo patamar”, num total de três, e que apesar de já terem sido identificados casos da Ómicron, a nova variante “não demonstrou um potencial de ser mais grave do que as outras, até à data”.

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