Digital – tendências no imobiliário, hotelaria e construção

Estejam as empresas no sector imobiliário, na hotelaria, na construção ou em qualquer outro, as escolhas que se fizerem hoje posicionarão as empresas como líderes de mercado ou como dinossauros na era do digital.

De um ponto de vista de sector, praticamente todas as empresas têm uma componente de imobiliário no seu negócio, seja como proprietários, operadores, investidores ou arrendatários. A importância de se considerarem fatores como as preferências e expetativas dos clientes, segurança de edifícios e da informação, eficiência de custos e impacto ambiental, será crítico no ambiente digital de hoje. Este enquadramento apresenta oportunidades e desafios importantes.

Em termos de tendências impactantes no curto prazo, nomeadamente, iremos assistir:
a) Ao incremento do sharing economy, que proporciona melhores experiências, oportunidades de negócio, e outras conveniências que estavam fora do alcance de muitos. O setor de hotelaria tem sentido o efeito do sharing economy, nomeadamente o Airbnb alterou a forma como as pessoas viajam.

b) Ao crescimento do big data e Internet of Things (IoT). Estima-se que mais de 1.000 milhões de dispositivos, excluindo smartphones, tablets e PCs, estejam ligados entre si só em edifícios comerciais. Serão mais 35% do que em 2015, em que o propósito é a captura de informação que permita melhorar a experiência dos clientes, identificar eficiências operacionais e gerir riscos de projeto.

c) Á rápida transformação do imobiliário ligado à distribuição e comércio devido ao aumento do comércio digital e ao crescimento das zonas urbanas, bem como às novas formas de distribuição por robots e veículos autónomos. Tendencialmente, mega-armazéns em zonas periféricas e armazéns mais pequenos nas zonas urbanas, bem como transformação de lojas tradicionais em showrooms de experimentação.

Num horizonte mais alargado poderemos, a título de exemplo, vir a assistir:
a) Ao incremento da mediação imobiliária virtual, na medida em que as empresas de investimento imobiliário evoluem para um modelo de self-service em que oferecem visitas de realidade virtual de projetos em pré-construção.
b) Á influência da impressão em 3D na indústria de construção, que para peças em betão de elevada complexidade quando combinado com um módulo de prefabricação móvel permitirá reduzir os tempos de construção de edifícios.
c) Á crescente utilização da tecnologia blockchain, que permitirá às empresas agilizar processos de negócio, aumentar a cibersegurança e reduzir ou eliminar intermediários. Esta tecnologia está a ser testada no registo de títulos de propriedade em vários países.

Consequentemente, ter uma estratégia em vigor para identificar e abordar tendências disruptivas e emergentes, analisar e prioritizar a sua importância, entender as suas implicações de longo prazo, conhecer os principais riscos e definir um plano de ação é imperativo para prosperar no atual ambiente de negócios.

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