Dilma. Congresso aprova pedido de destituição

O presidente da Câmara dos Deputados brasileira, Eduardo Cunha, decidiu esta quarta-feira aceitar o pedido de impugnação do mandato de Dilma Rousseff.


Notice: Undefined offset: 1 in /var/www/vhosts/jornaleconomico.pt/httpdocs/wp-includes/media.php on line 1031

Notice: Undefined offset: 2 in /var/www/vhosts/jornaleconomico.pt/httpdocs/wp-includes/media.php on line 1031

Notice: Undefined offset: 1 in /var/www/vhosts/jornaleconomico.pt/httpdocs/wp-includes/media.php on line 1031

Notice: Undefined offset: 2 in /var/www/vhosts/jornaleconomico.pt/httpdocs/wp-includes/media.php on line 1031

O presidente da Câmara dos Deputados brasileira, Eduardo Cunha, decidiu esta quarta-feira  aceitar o pedido para destituir Dilma Rousseff, presidente do Brasil.

O pedido contra Dilma Rousseff foi apresentado pela oposição por violação das leis orçamentais e por manipulação das finanças públicas para conseguir a sua reeleição, explica a imprensa internacional. Três juristas apresentaram um pedido em outubro no qual alegaram que o Executivo de Dilma Rousseff cometeu irregularidades fiscais.

O pedido de destituição da Presidente brasileira será analisado por uma comissão. sendo necessário o voto favorável de dois terços dos congressistas para que Dilma seja de facto destituída.

“Nunca na história de um mandato [presidencial] houve tantos pedidos de impeachment (destituição). Não ficaria com isso na gaveta para decidir”, declarou Eduardo Cunha, citado pelo jornal “Estadão”

Segundo o responsável, o país está a atravessar um período de crise, sendo vital analisar de forma imparcial a destituição da Presidente. “A minha posição será a mais isenta possível. Será uma decisão é de muita reflexão e de muita dificuldade”, garantiu.

O jornal norte-americano “Washington Post” escreve que “apesar de ser improvável uma destituição no Congresso antes de 2016, o movimento representa a maior ameaça já apresentada à Presidente, que tem lutado contra um economia combalida, manifestações e os piores índices de aprovação desde que foi reeleita, há um ano”.

Por seu lado o New York Times destaca que os adversários estão a pressionar a Presidente “num momento em que uma economia hemorrágica está a perder empregos e aliados fortes estão presos por acusações de corrupção”.

Por seu lado, o The Guardian assinala que que Dilma “começou a lutar pela sua vida política após a apresentação do primeiro processo de destituição no Congresso”.

O francês Le Monde refere que Cunha “não agiu em nome dos cidadãos descontentes, mas por uma vingança pessoal”.

A decisão de Eduardo Cunha, do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB), surge após três membros do Partido dos Trabalhadores (PT) terem anunciado que iriam votar contra o lugar do presidente da câmara dos Deputados no Conselho de Ética. Apesar das críticas da oposição, Eduardo Cunha nega que o facto de ter aceitado o pedido de destituição de Dilma seja uma forma de “retaliação” política explica a imprensa internacional.

OJE

Recomendadas

Desflorestação na Amazónia cai pela primeira vez no Governo de Bolsonaro

A Amazónia brasileira perdeu 11.568 km2 de cobertura vegetal entre agosto de 2021 e julho de 2022, menos 11,3% que a devastada no ano anterior. É a primeira redução do desmatamento desde que Jair Bolsonaro chegou ao poder.

Israel: Netanyahu garante que vai manter a controlo sobre a extrema-direita

Primeiro-ministro designado insiste que os radicais com que formará governo não vão tomar o poder nas suas mãos. “Israel não será governado pelo Talmud”. A incógnita é o que acontecerá com o seu julgamento por corrupção.

Parlamento alemão define como genocídio a “grande fome” na Ucrânia

O parlamento alemão aprovou uma resolução que define de genocídio o ‘Holodomor´’, a “grande fome” que atingiu a Ucrânia em 1932-1933 e que terá vitimado mais de três milhões de ucranianos.