Dilma Rousseff citada em ação contra a Petrobras nos Estados Unidos

A Presidente brasileira, Dilma Rousseff é uma das autoridades públicas citadas na ação contra a Petrobras feita pela cidade de Providence, capital do Estado norte-americano de Rhode Island, informou hoje “O Estado de São Paulo”. A ação, conduzida pelo escritório Labaton Sucharow contra a petrolífera brasileira, duas das suas subsidiárias, 15 bancos e executivos da […]

A Presidente brasileira, Dilma Rousseff é uma das autoridades públicas citadas na ação contra a Petrobras feita pela cidade de Providence, capital do Estado norte-americano de Rhode Island, informou hoje “O Estado de São Paulo”.

A ação, conduzida pelo escritório Labaton Sucharow contra a petrolífera brasileira, duas das suas subsidiárias, 15 bancos e executivos da empresa, cita como “pessoas de interesse da ação” a Presidente do país e outras 11 autoridades e empresários, entre elas os ministros da Fazenda, Guido Mantega, e do Planejamento, Miriam Bechior – ambos deixarão seus cargos em 1º de janeiro.

Os citados não são arguidos na ação, mas podem ser chamados a depor ou transformarem-se em arguidos no decorrer da investigação, segundo o diário brasileiro.

Esse grupo de 12 pessoas é citado por ser parte do Conselho de Administração da empresa, e, por isso, ter assinado prospectos que foram usados para as emissões de títulos de dívida, segundo o diário brasileiro. Entre os citados estão também o ex-presidente da Petrobras, Sérgio Gabrielli, o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Económico e Social, Luciano Coutinho e dois ex-ministros de Minas e Energia.

A ação da cidade de Providence alega que a Petrobras não informou o mercado sobre as suspeitas de branqueamento de capitais e inflacionou valores de ativos para esconder a corrupção, o que colocou os investidores em risco.

Esta é pelo menos a quarta ação coletiva movida contra a petrolífera nos Estados Unidos, na qual a cidade de Providence afirma ter tido prejuízos ao investir em títulos entre janeiro de 2010 e novembro de 2014, que perderam valor após as atuais denúncias de corrupção.

São apontados como arguidos na ação a presidente da petrolífera, Graça Foster, e outros executivos, além de 15 bancos que vendiam papéis da empresa. Citada pelo “Estado de São Paulo”, a Petrobras afirmou que não foi informada oficialmente sobre a ação.

OJE/Lusa

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