Dinamarca é a ‘casa’ dos trabalhadores tecnológicos mais felizes da Europa

“Não esperávamos que a Dinamarca tivesse um lugar tão elevado na lista e se melhor se posicionasse em relação aos outros países europeus e entre os países de língua não inglesa”, apontou a responsável da consultora BCG Claudia Bruyant Ndege.

A Dinamarca destronou o Reino Unido como a casa dos trabalhadores tecnológicos mais felizes da Europa, garante um novo estudo da consultora BCG, citado pelo “Business Insider”, revelado esta quinta-feira.

De acordo com o estudo Digital Talent Global Work Happiness Index da consultora BCG, 83% dos funcionários de tecnologia da Dinamarca admitiram estar bastante felizes e muito felizes com o trabalho que desempenham. Copenhaga, a capital dinamarquesa, é responsável pelas startups Just Eat, Trust Pilot e Too Good To Go, sendo que estas apresentam já sucesso dentro dos mercados onde se inserem.

O relatório indica que a cultura de trabalho dinamarquesa enfatiza um hierarquia plana, e que todos os trabalhadores devem assumir as responsabilidades correspondentes e sentir os resultados o seu impacto pessoal no projeto em que trabalharam, de forma a garantir que se aplicaram ao máximo ao mesmo.

Com 17 fatores envolvidos na votação, e numa votação máxima de 100 pontos, a Dinamarca foi avaliada em 70,6 pontos, enquanto o Reino Unido consolidou 69,4 pontos, a Alemanha reuniu 68,2 pontos e França teve 67,4 pontos, indica o relatório a nível europeu. Os Estados Unidos e a Austrália ficaram empatados no primeiro lugar, com 76,4 pontos, e o Canadá situou-se em terceiro lugar com 69,8 pontos.

Desta forma, e com uma diferença ligeiramente superior a um ponto, a capital do Reino Unido perde o lugar no ranking dos trabalhadores de tecnologia mais felizes. Há vários anos que Londres era classificada como a mais atraente das capitais europeias para o talento tecnológico.

“Não esperávamos que a Dinamarca tivesse um lugar tão elevado na lista e se melhor se posicionasse em relação aos outros países europeus e entre os países de língua não inglesa”, apontou a responsável da consultora BCG, Claudia Bruyant Ndege. “Para muitos talentos digitais internacionais, a Dinamarca é um destino esquecido em comparação com os outros países do estudo, mas podemos ver que os talentos digitais que encontram o seu caminho na Dinamarca estão felizes com as suas vidas profissionais”, esclareceu.

A dinâmica tecnológica de Londres está mesmo a ser comparada com a dinâmica de Silicon Valley, onde vários talentos estão a abandonar o famoso espaço de inovação tecnológica. O custo de vida em Londres e a possibilidade cada vez mais crescente de um não acordo do Brexit são algumas das razões por que Londres abandonou o primeiro lugar tecnológico europeu.

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