Dionísio Pestana pede reforma dos impostos como apoio às empresas

O presidente do Grupo Pestana afirma não precisar de ajudas diretas, perante o cenário de incerteza, mas pede ao Governo que avance com uma reforma nos impostos, apontando para a TSU.

5. Dionísio Pestana – 681 milhões de euros

Dionísio Pestana, presidente do Grupo Pestana, afasta a necessidade de apoios diretos. Mas alerta que é preciso avançar com uma reforma dos impostos, perante um cenário em que o custo do trabalho representa perto de um terço da receita da empresa.

“Ajudas diretas felizmente não precisamos”, começou por dizer Dionísio Pestana na VI Cimeira do Turismo Português, organizada esta terça-feira. Defende, contudo, que o Governo devia atuar a nível dos impostos, “a começar pela TSU”, referiu.

O presidente do Grupo Pestana relembrou que uma empresa paga 23,75% por cada trabalhador. “Em empresas como a nossa, o custo do trabalho está à volta de 35% da receita”, salientou, notando que a isto se somam os prémios que são pagos aos colaboradores.

O peso dos impostos acaba por gerar insatisfação entre os funcionários devido ao desconto que isto representa nos seus salários. Perante isto, “é aí que o Estado devia fazer uma reforma, repensar esse modelo”, focando-se nos impostos.

Quanto ao cenário de incerteza, provocado pela inflação elevada, consequente subida de juros e receios em torno de uma recessão, Dionísio Pestana diz estar “preocupado” pelo que aí vem, mas também diz sentir-se “confortável com a solidez do grupo”.

O ano de 2022 deverá ser um “ano recorde”, diz, mas agora é preciso começar a preparar-se para o próximo. “Temos de controlar logo os custos”, refere. “Depois, consoante a procura”, se o “mercado aumentar ou diminuir vamos estar atentos e antecipar os problemas, ou não”.

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