Diretor das secretas afastado por Obama vai aconselhar Trump

O controverso ex-general dos serviços de inteligência norte-americanos, Michael Flynn foi despedido por Obama devido à divulgação de informação confidencial e à sua proximidade com a Rússia.

O futuro presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, escolheu o antigo diretor dos serviços secretos militares, Michael Flynn para seu conselheiro nacional de segurança. A notícia está a ser avançada esta sexta-feira pela imprensa norte-americana, mas por enquanto não existe confirmação se Flynn aceitou ou não o convite.

Em 2014, durante o mandato de Barack Obama como presidente, os serviços de Michael Flynn na Agência de Inteligência de Defesa foram dispensados devido ao “estilo” das ideias que defendia.

De acordo com fontes governamentais, o ex-diretor dos serviços secretos foi despedido na sequência da divulgação de informações classificadas como confidenciais sobre as redes terroristas a atuar no Paquistão. O general terá sido informalmente reprendido, mas nunca acusado de irregularidades.

Para além disso, Flynn sempre teve um grande fascínio pelas ideias do presidente russo, Vladimir Putin, que desagravam a Casa Branca. O ano passado, ter-se-á deslocado a Moscovo para participar num evento ao lado do líder russo.

O longo historial controverso foi explicado pelo próprio, num livro publicado este ano – “The Field of Fight” –, em que conta que foi despedido por “censuradores”, que não gostaram que o ouvir dizer durante uma comissão parlamentar que os Estados Unidos “não estavam tão seguros como antigamente”.

Desde então tem sido um dos grandes críticos de Barack Obama e da abordagem do Pentágono em matéria de foro internacional, particularmente a posição tomada pelos EUA na luta conta o autoproclamado Estado Islâmico.

Como conselheiro nacional de segurança do presidente, Michael Flynn terá acesso frequente ao presidente e será responsável por orientá-lo em matéria de segurança nacional e internacional. O facto de Donald Trump não ter experiência e ter pouco conhecimento em política externa está a ser visto com grande consternação pelos aliados dos Estados Unidos.

A atribuição do cargo não necessita de passar pelo escrutínio do Senado.

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