Diretores de hotéis criticam reforço das medidas “atabalhoadas” para controlar a pandemia

ADHP não compreende a readaptação “a três dias das refeições de Natal, sem publicação da versão final a dois dias do mesmo, incluindo exigências que não dependem do sector e, como é do conhecimento geral, não existe capacidade de testagem instalada até ao momento”.

A Associação dos Diretores de Hotéis de Portugal (ADHP) demonstrou esta quarta-feira a sua preocupação perante o reforço das medidas de controlo da pandemia que Portugal irá ter a partir dos próximos dias e que têm implicações diretas no sector hoteleiro.

Os diretores dos hotéis portugueses consideram que as normas aprovadas ontem pelo Governo, em reunião do Conselho de Ministros, foram decididas de “forma atabalhoada” e não têm em consideração “a realidade das operações dos empreendimentos turísticos e alojamentos locais”.

A associação liderada por Raúl Ribeiro Ferreira lança farpas ao Executivo de António Costa por ter justificado a antecedência da apresentação das primeiras medidas de contenção – quando foi reposto o estado de calamidade — no final de novembro com a necessidade de tempo de adaptação por parte das empresas e dos consumidores. Porém, menos de um mês depois, alterou as regras.

Em causa está o facto de ter passado a ser exigido um teste à Covid-19 negativo obrigatório para acesso estabelecimentos turísticos e alojamento local, bem como casamentos e batizados, eventos corporativos, espetáculos culturais e recintos desportivos (salvo decisão da DGS) quando até agora era apenas necessário apresentar o certificado digital de vacinação, testagem ou recuperação.

“Não compreendemos o anúncio da readaptação das mesmas a três dias das refeições de Natal, sem publicação da versão final a dois dias do mesmo, incluindo exigências que não dependem do sector e, como é do conhecimento geral, não existe capacidade de testagem instalada até ao momento”, critica a ADHP.

Os gestores hoteleiros alertam que os eventos natalícios e de passagem de ano estão agora postos em causa em vários empreendimentos, que já tinham tido despesas em compras e feito investimentos em recursos humanos para os preparar. “Esta relação entre os empreendimentos e os clientes está, uma vez mais, a ser posta em causa pela constante mudança de regras muito próximo das datas implementação”, lamenta a entidade.

“Também estranhamos a penalização aplicada ao alojamento, o qual é obrigado a manter a apresentação de testes negativos para acesso desde o dia 25 de dezembro interruptamente até dia pelo menos dia 10 de janeiro, quando maioritariamente estamos a tratar de uma atividade em que o cliente se encontra isolado na sua unidade de alojamento”, denunciam ainda os representantes dos diretores de unidades hoteleiras em Portugal.

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