Dirigentes da Maxyield alvo de processo crime por parte da secretária suplente dos CTT

Em causa está um desacato entre Gonçalo Sequeira Braga, o seu filho e a Secretária Suplente dos CTT, que ocorreu fora da Assembleia Geral (AG) de abril dos CTT,  na sede da empresa durante uma reunião combinada para ter acesso à lista de presenças da AG, que lhes terá sido recusada.

A Maxyield confirmou que dois associados e dirigentes da associação de pequenos acionistas foram alvo de um processo crime por parte da Secretária Suplente dos CTT, a título individual.

“Foi com grande surpresa e perplexidade, que a Direção da Maxyield tomou conhecimento por alguns órgãos de comunicação social, de informação dos CTT, segundo a qual o processo crime instaurado contra Gonçalo Sequeira Braga (acionista dos CTT, associado da Maxyield e Presidente da Assembleia Geral da Maxyield) e seu filho Gonçalo Sequeira Braga (membro da Direção desta associação de investidores) foi feito a título pessoal pela Secretária Suplente da Sociedade”, diz a associação referindo-se à notícia do Jornal Económico.

A Maxyield estranha um “processo a título individual contra dois dirigentes da Maxyield e um acionista”, uma vez que “está em causa fatos ocorridos no exercício de funções pela Secretária Suplente da Sociedade, ao serviço da mesa da Assembleia Geral”.

Em causa está um desacato entre Gonçalo Sequeira Braga, o seu filho e a Secretária Suplente dos CTT, que ocorreu fora da Assembleia Geral (AG) de abril dos CTT,  na sede da empresa durante uma reunião combinada para ter acesso à lista de presenças da AG.

Esse desacato terá surgido na sequência da Secretária Suplente dos CTT ter recusado o acesso do acionista à Lista de presenças da AG dos CTT, realizada a 21 de abril, o que a Maxyield reforça ter sido “ao arrepio do disposto no código das sociedades comerciais, sob o pretexto de que apenas poderia ser consultada sem poder registar as presenças”, diz a Maxyield.

“Tal posição é ainda mais incompreensível, face à recusa de acesso pelo referido acionista à Lista de presenças da AG dos CTT, realizada a 21 de abril, que a Secretária Suplente da Sociedade justificou com o cumprimento de instruções da Mesa da Assembleia Geral presidida por Pedro Rebelo de Sousa”, diz a associação em comunicado.

A Maxyield reforça que se trata de “uma situação absurda, pois noutra sociedade cotada, cuja mesa da Assembleia Geral é igualmente presidida por Pedro Rebelo de Sousa, o pedido feito pelo mesmo acionista, de fornecimento de cópia da Lista de presenças da respetiva AG realizada em 2021, mereceu resposta positiva e imediata”.

“A Direção da Maxyield tem muita dificuldade em compreender esta dualidade de critérios, tanto mais que o nº 4 do artigo 382º do Código das Sociedades Comerciais estabelece que a lista de presenças deve ficar arquivada na sociedade; pode ser consultada por qualquer acionista e dela será fornecida cópia aos acionistas que a solicitem”.

“Esta disposição legal foi integralmente cumprida em 2021 por relevantes sociedades cotadas que integram o PSI 20, sempre que acionistas participantes nas respetivas Assembleias Gerais solicitaram cópia da lista de presenças”, acrescentam.

“A Direção da Maxyield desafia o Presidente da Mesa da Assembleia Geral a esclarecer a razoabilidade e responsabilidade relativamente ao comportamento da Secretária Suplente dos CTT”, refere ainda a Maxyield que paralelamente, desafia a Comissão Executiva do Conselho de Administração dos CTT “a desenvolver as diligências internas de natureza disciplinar para averiguar a correção do comportamento da Secretária Suplente dos CTT perante um acionista da sociedade, suscetíveis de prejudicar a imagem pública da empresa”.

Relacionadas

CTT esclarece que ação judicial contra Sequeira Braga não foi posta pela empresa

A Maxyield chamou de “comportamento arbitrário praticado por esta empresa cotada” a alegada ação judicial contra Gonçalo Sequeira Braga. Mas os CTT vêm hoje dizer que não há nenhuma ação da empresa contra o acionista minoritário. A ação é afinal da Secretária Suplente da Sociedade, a título pessoal.

CTT avança com ação judicial contra Gonçalo Sequeira Braga. Maxyield repudia

A Maxyield diz que “apoiará juridicamente os seus associados e dirigentes alvos desta difamação, em ações que estes entendam desenvolver, para ressarcimento pelos danos pessoais e morais que foram causados pela iniciativa da Secretaria-geral do CTT, aplicando  instruções da Mesa da Assembleia Geral”.
Recomendadas

SAD do Sp. Braga com resultado positivo de 3,1 milhões de euros na época passada

Relativamente ao exercício financeiro que terminou a 30 de junho deste ano, que ainda não refletem a venda do passe futebolístico do defesa central David Carmo (transferência fechada para o FC Porto na ordem dos 20 milhões de euros), a SAD dos bracarenses destaca que este foi um período “pautado por múltiplos constrangimentos associados à pandemia”.

Sonaecom rasga acordo com Isabel dos Santos

“À Sonae passa a ser imputada uma participação na NOS de cerca de 36,8% do capital social e dos direitos de voto nessa sociedade”, detalha a empresa liderada por Cláudia Azevedo.

Toyota Caetano Portugal com lucros de 7,3 milhões no semestre

Em comunicado à CMVM, a Toyota Caetano Portugal diz que os resultados líquidos consolidados ascenderam a 7,3 milhões de euros, o que compara com 11,7 milhões em dezembro de 2021 e com 2,98 milhões em junho de 2021.
Comentários