“Discriminação e violação dos direitos humanos”. Putin critica exclusão de atletas de competições internacionais

Numa cerimónia de condecoração televisionada no Kremlin para medalhistas dos Jogos Olímpicos de Inverno de Pequim 2022, o presidente da Rússia criticou a exclusão de atletas russos e bielorrussos dos Paralímpicos, mas também a decisão da suspensão de um medalhista russo pela Federação Internacional de Natação.

epa09910064 Russian President Vladimir Putin meets with Russian Olympic and Paralympic athletes during a state awards ceremony for Russian medal winners of the Beijing 2022 Olympic Winter Games at the Kremlin in Moscow, Russia, 26 April 2022. EPA/YURI KOCHETKOV

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, afirmou esta terça-feira que as exclusões dos atletas russos e bielorrussos das competições internacionais são casos de discriminação com base na nacionalidade e violam “diretamente os princípios fundamentais do desporto”, mas também os “direitos humanos mais básicos”, avança a “Reuters” esta terça-feira.

Numa cerimónia de condecoração televisionada no Kremlin para medalhistas dos Jogos Olímpicos de Inverno de Pequim 2022, esta manhã, Putin referiu-se em concreto aos Jogos Paralímpicos de Pequim que ocorreram depois de a Rússia ter invadido a Ucrânia.

Contudo, o chefe de Estado russo também criticou a medida “completamente absurda” da Federação Internacional de Natação (FINA) que suspendeu o medalhista de ouro olímpico russo Evgeny Rylov por nove meses depois de este participar num comício de apoio ao conflito armado iniciado por Putin.

O presidente russo disse ainda que a patinadora russa Kamila Valieva elevou o desporto “a uma verdadeira forma de arte”. “Tal perfeição não pode ser alcançada desonestamente com a ajuda de substâncias adicionais, manipulações. Sabemos muito bem que essas substâncias adicionais não são necessárias na patinação artística”, acrescentou.

Valieva, que completou 16 anos na terça-feira, falhou em um teste de doping no campeonato nacional russo em dezembro passado, mas o resultado só foi revelado em 8 de fevereiro, um dia depois de ela já ter ajudado o Comité Olímpico Russo (ROC) a vencer o evento por equipes no Jogos de Pequim.  O caso aumentou o escrutínio aos russos uma vez que já havia acusações de doping separadas que os levaram a competir sem a sua bandeira e hino nacional.

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Ivan Kuliakd deve também devolver a medalha e reembolsar o prémio em dinheiro de 500 francos suíços (cerca de 477 euros) e pagar uma contribuição dos custos do processo no valor de 2.000 francos suíços (1908 euros). O russo pode pedir o recurso nos próximos 21 dias.

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