Dívida. Leilão com resultados animadores

Portugal concretizou um leilão de Obrigações do Tesouro a 10 anos, tendo suportado um juro médio de 2,4294%, acima dos 2,3975% da emissão comparável.


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Portugal concretizou um leilão de Obrigações do Tesouro a 10 anos, tendo suportado um juro médio de 2,4294%, acima dos 2,3975% da emissão comparável.

“Apesar da procura forte (bid/cover de 1,91x), os 995 milhões de euros captados situam-se abaixo do topo do intervalo indicativo entre os 750 milhões e os 1000 milhões de euros”, explica Steven Santos, gestor do Banco BiG.

“Os resultados animadores do leilão revelam que Portugal preserva a confiança dos investidores internacionais, apesar de a turbulência política e de o novo governo de esquerda, que abrange partidos com posições eurocépticas, terem contribuído para o ligeiro agravamento dos juros exigidos.Este leilão ocorreu com as Obrigações do Tesouro a negociar no mercado secundário em níveis ligeiramente superiores aos da emissão comparável de Outubro, devido à instabilidade política vivida nas últimas semanas”, acrescenta o responsável do Banco online.

“O timing desta emissão foi oportuno, por ter ocorrido antes do feriado de Thanksgiving nos EUA, dia em que as bolsas de acções e de mercadorias agrícolas irão estar fechadas, e por ter havido apenas concorrência da Itália na periferia, que colocou títulos a dois anos com juros ainda mais negativos do que na emissão anterior (-0,095% vs. Prev. -0,023%) e que são um novo recorde.”, congratula-se Steven Santos.

Por seu lado Pedro Ricardo Santos, gestor da XTB Portugal, considera que “Apesar da subida ligeira na taxa de juro, a compensação dos investidores é ainda bastante baixa. São 995 milhões a 10 anos, um dos mais importantes prazos nas emissões de Portugal, já que permite aferir o risco da dívida soberana num dos prazos de referência de longo prazo”.

Para o analista da XTB Portugal, “continua a ser evidente o patrocínio do BCE na manutenção das yields em níveis historicamente baixos. Ainda assim, a subida de três pontos base é explicada pelos receios dos investidores, relativamente ao novo governo escolhido pela Assembleia República. O executivo liderado pelo Partido Socialista, com apoio do Bloco de Esquerda e Partido Comunista, é frágil no que diz respeito a metas orçamentais impostas por Bruxelas. Se o anterior governo granjeou a simpatia dos mercados, com o esforço no controle das contas públicas, este novo executivo terá a árdua tarefa de ceder às exigências que os acordos impuseram, sem comprometer o défice”.

Steven Santos recorda que uma agência noticiosa avançou esta manhã que vários membros do BCE consideram opções como comprar mais títulos de dívida ou impor penalizações aos bancos que tenham depósitos junto do banco central. A perspectiva de haver novas medidas de estímulo na reunião do BCE agendada para a próxima semana impulsionou os índices accionistas e as obrigações europeias, comprimindo as yields no mercado secundário, o que facilitou o leilão de Obrigações do Tesouro”.

Em nota enviada à imprensa Steven Santos assinala ainda que “o IGCP conseguiu captar mais financiamento antes da provável subida das taxas de juro nos Estados Unidos, que, embora possa estar largamente descontada, poderá gerar alguma volatilidade nos mercados de dívida e diminuir o interesse dos investidores em novas emissões. Neste momento, os futuros da Fed funds rate descontam uma probabilidade de 74% para uma subida de 0,25% da taxa de juro na reunião de 16 de dezembro”.

Ao início da manhã, o BCE anunciou que irá suspender a compra de activos entre 22 de dezembro e 3 de janeiro, devido à baixa liquidez que se sente no período festivo, e, por isso, irá antecipar as compras a partir de sexta-feira. “Este processo de front loading beneficiou também o leilão do IGCP, na medida em que os investidores começaram a descontar compras aceleradas do BCE nas próximas semanas”, conclui Steven Santos.

OJE

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