Dívida pública atinge 133,1% do PIB em setembro

A dívida pública na ótica de Maastrich está em setembro nos 244,4 mil milhões de euros, ou seja 133,1% do PIB, e mantém uma trajetória ascendente desde março de 2016. Mas a dívida líquida está a descer desde julho.

Cristina Bernardo

A dívida na otica de Maastrich está em setembro nos 244,4 mil milhões de euros, ou seja 133,1% do PIB, e mantém uma trajetória ascendente desde Março de 2016. No trimestre anterior tinha sido de 131,7% do PIB e no mesmo período de 2015 tinha sido 130,4%.

Esta dívida consiste na dívida calculada de acordo com a definição utilizada no Procedimento dos Défices Excessivos (Regulamento da  CE). Isto é, dívida bruta consolidada das administrações públicas ao valor nominal ou facial. Este conceito inclui os passivos nos instrumentos de numerário (dinheiro) e depósitos, títulos de dívida e empréstimo.

Mas o que traça o real endividamento do país é a dívida líquida. E a dívida na ótica de Maastricht líquida de depósitos da administração central somou em setembro 223,15 mil milhões de euros e tem vindo a baixar mensalmente depois de um grande pico em Julho (224,3 mil  milhões).

O Banco de Portugal publicou hoje as estatísticas do financiamento das administrações públicas relativas a setembro de 2016. “Entre janeiro e setembro de 2016, o financiamento das administrações públicas foi de +3,9 mil milhões de euros, inferior aos +4,2 mil milhões de euros registados em igual período de 2015.” diz o boletim.

O banco central diz ainda que o financiamento obtido pelas administrações públicas junto dos bancos e de outros financiadores residentes aumentou (+2,3 mil milhões de euros e +8,0 mil milhões de euros, respetivamente). “Em contrapartida, o financiamento concedido pelo exterior diminuiu (-6,4 mil milhões de euros), refletindo a redução de títulos de dívida (-3,3 mil milhões de euros) e o reembolso antecipado de empréstimos do FMI ocorrido em fevereiro de 2016 (-2,0 mil milhões de euros)”.

Por tipo de instrumento financeiro, registaram-se emissões líquidas de títulos de 13,1 mil milhões de euros, parcialmente compensadas por uma redução de 9,2 mil milhões de euros nos empréstimos líquidos de depósitos, revela o Banco de Portugal.

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