Do “corralito” à saída da UE. E o Barça, onde jogará?

Por estes dias, a disputa política na Catalunha assumiu tal intensidade que para além do expectável contágio a toda a Espanha, outras vozes, de outros ponto do globo, se fizeram ouvir. E a pressão, sempre a subir, mais parece não ter fim. No plano interno, os movimentos opostos, independentistas e contrários à independência, defendem causas […]


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Por estes dias, a disputa política na Catalunha assumiu tal intensidade que para além do expectável contágio a toda a Espanha, outras vozes, de outros ponto do globo, se fizeram ouvir. E a pressão, sempre a subir, mais parece não ter fim.

No plano interno, os movimentos opostos, independentistas e contrários à independência, defendem causas demasiado opostas para se esperar uma conciliação. E enquanto se esgrimam propostas a economia vai dando sinais da instabilidade que se instalou. O governador do Banco Central espanhol, Luis María Linde, veio alertar para o risco de “corralito” (corrida desenfreada dos depositantes aos bancos para levantar todo o seu dinheiro) caso a Catalunha se torne independente. E justifica esta possibilidade com o cenário de tensão que certamente se agravaria e que levaria à repetição do que já ocorreu em países latino-americanos e mais recente na Grécia. O governador frisou ainda que a independência conduzirá também à saída da zona euro e à perda do acesso ao crédito do Banco Central Europeu (BCE).

Por outro lado, num comunicado conjunto, as duas grandes associações de bancos e caixas de depósitos do país vieram ameaçar “reconsiderar a sua implantação” numa Catalunha independente. A Asociación Española de Banca (AEB) e a Confederación Española de Cajas de Ahorros (CECA) afirmam que “a exclusão da Catalunha da zona euro, como consequência da rutura unilateral do marco constitucional vigente, comportaria que todas as entidades bancárias enfretariam graves problemas de insegurança jurídica”.

A consubstanciar todo este receio, surgiram as declarações do porta-voz de Jean-Claude Juncker, presidente da Comissão Europeia que, contrariando a linha assumida pelos seus antecessores de não comentar a organização interna dos Estados-membros, decidiu assumir uma posição e deixou bem claro: “Se uma região ou um governo regional de um Estado membro se declarar independente estará automaticamente fora da União Europeia”.

Com uma Catalunha independente, o Barcelona deixará de competir no campeonato de Espanha. Javier Tebas, presidente da Liga espanhola de futebol garante que a legislação não permite que equipas estrangeiras compitam nas ligas profissionais de Espanha. O Español de Barcelona, também da I divisão, ou Girona, Gimnastic e Llagostera, do 2º escalão, serão impedidos de continuar.

Sónia Bexiga/OJE

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