Imóveis mais procurados durante o confinamento foram casas com dois quartos e preço até 200 mil euros

Os imóveis mais procurados durante o confinamento foram habitações com dois quartos e preços compreendidos entre os 100 mil e os 200 mil euros, sendo que 50% do interesse na compra de um imóvel se prende pelo mesmo município de residência.

Cristina Bernardo

Dois terços das pessoas que estão à procura de habitações para comprar já são proprietários de, pelo menos, um imóvel, revela o Idealista esta quarta-feira, 10 de março. Entre os fatores que podem explicar esta análise está o facto de muitos portugueses quererem melhorar a qualidade de vida.

A plataforma aponta que a pandemia não provocou uma mudança radical das tendências, que seria o que esperar uma vez que muitos rendimentos foram afetados negativamente. O estudo do Idealista mostra que um quinto dos inquiridos mudou de critérios e motivações na procura por novas habitações, procurando uma melhor qualidade de vida.

“O confinamento fez com que muitos portugueses dessem conta que não estão totalmente satisfeitos com as suas casas e que preferiam viver em zonas menos centrais em troca de mais metros quadrados, mais luminosidade, jardins ou terraços”, destaca Ruben Marques, porta-voz do Idealista.

O porta-voz da plataforma explica que o aumento da procura por proprietários de imóveis poderá estar relacionado com o facto de “existirem créditos à habitação com taxas de juro em mínimos históricos e, por outro lado, a estabilidade de um imóvel como investimento em relação a outros ativos, num momento em que o nível de poupança também subiu em termos médios”.

“Este investimento no mercado poderá levar a um aumento do número de casas para arrendar no futuro e a uma possível descida nos preços”, considera Ruben Marques.

Os dados recolhidos pela plataforma mostram que 9,6% dos inquiridos possuem duas casas, 3,1% apontam possuir três casas e 3,7% são proprietários de mais de três casas. Por sua vez, 41,3% dos inquiridos do estudo indicam que não são proprietários de imóveis.

Os imóveis mais procurados durante o confinamento foram habitações com dois quartos e preços compreendidos entre os 100 mil e os 200 mil euros, sendo que 50% do interesse na compra de um imóvel se prende pelo mesmo município de residência, 25,6% procura em outros distritos e 24,4% procura em outras cidades do mesmo distrito onde habitam.

O estudo do Idealista aponta que a maioria dos compradores necessita de um crédito à habitação entre os 50% e os 80% do valor da habitação que pretende comprar. Também o processo de compra de habitação se mostrou longo, com 32,4% dos inquiridos a admitir estar à procura há mais de um ano.

Procura de imóveis para arrendamento

Também existem proprietários de imóveis à procura para arrendar habitações. Cerca de 77,4% das pessoas que procuram casas afirma não ser proprietárias de imóveis para habitação, enquanto 16,3% reconhece que dispõem de um imóvel, 4% sustentam ter duas casas como propriedade, 1,1% possui três habitações e 1,2% tem mais de três.

Para estes arrendamentos a tipologia mais procurada são dois quatros com preços entre os 450 euros e 600 euros mensais, sendo que a maioria pretende destinar ao arrendamento entre 25% a 35% dos seus rendimentos.

O processo no caso de arrendamento é mais rápido do que a compra, uma vez que 15,2% está há menos de um mês à procura por imóveis. No entanto, 28,4% iniciou o processo de pesquisa entre um a três meses antes, 24,4% começou a procurar quatro a seis meses antes, 13% entre sete e 12 meses antes, enquanto 18,9% dos inquiridos admite estar à procura há mais de um ano.

Recomendadas

Evite o desperdício neste Natal. Conheça algumas dicas para um Natal mais sustentável e económico

Quanto aos embrulhos, os enfeites dos presentes, sugerimos que não rasgue o papel de embrulho e experimente estimá-lo e guardá-lo. Já pensou em optar por papel de jornais ou revistas para os embrulhos? Original e divertido.

Europ Assistance e Club Tek lançam seguro contra danos e roubo de telemóveis, tablets e computadores

A seguradora garante a reparação do equipamento em caso de danos acidentais (elétricos, danos por água, quebra de teclas, danos no ecrã). Se a reparação não for possível, o cliente tem direito à substituição do equipamento por outro novo com as mesmas características.

Sabia que as dívidas também prescrevem? Saiba mais sobre estes prazos

Relembramos que existem exceções na lei que podem alterar algum destes prazos. Por isso, o melhor será sempre o consumidor contactar primeiramente entidades que o possam ajudar e não deixar arrastar a situação. 
Comentários