Dona do Facebook quer tornar metaverso acessível sem dispositivos de realidade virtual

A garantia foi dada pela responsável de Produto da Meta, Naomi Gleit, no palco principal da Web Summit, em Lisboa. Criar este mundo virtual significa, acima de tudo, “construir a tecnologia do futuro”, na sua opinião.

Piaras Ó Mídheach / Web Summit

“É importante tornar o metaverso acessível pelos nossos produtos já existentes”, disse a responsável de Produto da Meta no palco principal da Web Summit, esta sexta-feira. Para alcançar esse objetivo estratégico, a Meta quer possibilitar a utilização do metaverso através de um simples computador ou telemóvel, “sem ser preciso um dispositivo de realidade virtual”, referiu, ao ser entrevistada por Harry McCracken, editor da revista, “Fast Company”, no painel “O metaverso e o futuro da internet”.

Naomi Gleit começou a trabalhar na Meta há 17 anos, quando esta empresa ainda se chamava Facebook. Atualmente é líder de Produto da tecnológica tem por objetivo criar soluções para as quatro apps da Meta, sendo elas o Facebook, Instagram, Messenger e Whatsapp.

No entendimento da executiva, o metaverso é “o futuro” daquilo que hoje conhecemos como a Internet. “Se experienciamos a Internet a duas dimensões, quando utilizamos o nosso telemóvel ou computador, no futuro vamos experienciá-la a três dimensões. Vamos estar dentro dela , acedendo através de headsets ou óculos VR [dispositivos de realidade virtual]”.

Existem algumas concepções sobre o metaverso que Naomi Gleit procurou desmistificar diante da plateia. “Muitas pessoas pensam que o metaverso é sobre gaming“, mas há uma enorme diversidade de possibilidades, garante, acrescentando que “existe a ideia errada de que o metaverso vai substituir o contacto presencial.”

A gestora sublinha que criar o metaverso significa, acima de tudo, “construir a tecnologia do futuro”, que existiria mesmo sem o investimento de milhares de milhões de euros que a Meta tem feito por ano, nos últimos anos.

“Há tantas empresas a investir” na construção do metaverso, que o mesmo iria sempre tornar-se uma realidade, “com ou sem a Meta”, sublinha.

Hoje em dia, as pessoas terem um telemóvel no bolso é mais do que comum, pelo que “esperamos que no futuro todas as pessoas tenham headsets ou óculos VR”, diz Gleit. A tendência, aponta, é para que que as experiências neste âmbito sejam cada vez mais “imersivas”.

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