Donald Trump acusado de esconder documentos ao FBI

Num documento 54 páginas apresentam-se provas de que o antigo presidente terá mantido os documentos em sua posse depois de ter deixado a Casa Branca.

O Departamento de Justiça norte-americano garante ter provas de que documentos confidenciais foram deliberadamente escondidos dos investigadores do FBI quando estes entraram na moradia do antigo presidente Donald Trump, em Mar-a-Lago, à procura de documentos que só dizem respeito às entidades oficiais.

De acordo com a “Reuters”, as provas foram apresentadas esta terça-feira, num documento de 54 páginas onde se alega, pela primeira vez em público, que os assessores de Trump falsificaram mentiram quando disseram que os documentos em causa haviam sido devolvidos à Casa Branca, na sequência de deixar a presidência, em janeiro de 2021.

Diz-se também que existem provas de que “os registos do governo foram provavelmente escondidos e removidos da sala de armazenamento e que foram feitos esforços para obstruir a investigação do governo”, reitera o Departamento de Justiça.

Na quinta-feira, a juíza Aileen Cannon vai presidir uma audiência em tribunal sobre o pedido do antigo presidente para nomear um especialista para conduzir uma revisão privilegiada dos documentos, muitos deles confidenciais, apreendidos pelo FBI em Mar-a-Lago, a 8 de agosto.

De recordar que o Departamento de Justiça dos EUA confirmou a abertura de uma investigação e continua em busca dos documentos confidenciais que alegadamente Donald Trump terá mantido em sua posse após deixar a Casa Branca.

Recomendadas

Ucrânia: Putin promulga tratados de anexação de quatro regiões ucranianas

No início desta semana, os tratados de anexação dos quatro territórios à Rússia também receberam aprovação das duas câmaras do Parlamento russo.

Dívida pública federal dos EUA supera 31 biliões de dólares

Aproximando-se do limite legal de 31,4 biliões – um limite artificial colocado pelo Congresso à capacidade de endividamento do governo federal -, a dimensão da dívida confronta uma economia que enfrenta uma inflação elevada, taxas de juro em crescendo e um dólar forte. 

Timor Gap regista novas imparidades devido a investimento no consórcio do Greater Sunrise

O relatório anual da petrolífera, a que a Lusa teve acesso, regista um lucro operacional negativo de mais de 26 milhões de dólares (26,1 milhões de euros), explicando que “o aumento da perda líquida se deve principalmente às perdas por imparidade”.
Comentários