‘Doomscrolling’. Conheça o mau hábito que afeta a produtividade e a saúde mental

Pode não parecer, mas a constante conectividade continua a ser um fenómeno relativamente recente e não propriamente saudável, alerta a consultora Kelly. Saiba o que pode fazer para salvaguardar o seu bem-estar.

O doomscrolling é o consumo e a procura constante por mais e mais más notícias, representando um hábito que afeta a produtividade e a saúde mental pela negativa, deixando os trabalhadores “emocionalmente exaustos e até assoberbados”, segundo a agência de recrutamento Kelly.

No contexto digital em que vivemos, a informação chega de todos os lados e a partir de algoritmos, “sendo que a nossa preferência, enquanto humanos, incide sobre aquilo que nos impacta, emocionalmente, pela negativa”, informa o comunicado divulgado esta terça-feira.

“A saúde mental assume, nos dias de hoje, uma importância mais significativa que nunca e é inegável ver a sua relação com a dimensão e qualidade da nossa produtividade”, realça a diretora de Recursos Humanos da Kelly, Vanda Brito, acrescentando que “o bem-estar de cada trabalhador deve começar fora do trabalho, sendo as condições de trabalho um complemento a esse bem-estar”.

Assim, a consultora enumera as principais medidas que cada um pode adotar para escapar à ‘síndrome’ do scrolling infinito:

Aceite que nem tudo está ao seu alcance. É absolutamente normal sentir emoções como tristeza, raiva ou impotência perante as notícias que o chocam. Contudo, importa gerir essas emoções da forma mais eficaz possível e perceber que muitas vezes não podemos fazer nada para mudar a realidade. Por isso, a solução passa por evitar um envolvimento intenso com aquilo que lê e libertar-se de qualquer tipo de culpa que possa sentir.

Reprogramar o cérebro. As redes sociais estão desenhadas para se tornarem viciantes. Com isso, acabamos também por nos viciar no consumo de notícias, especialmente as más. Para combater esses impulsos, é necessário escolher gastar esse tempo em atividades mais produtivas e positivas. Seja ver um filme, ler um livro, fazer arrumações que se foram adiando, o que importa é que a atividade – em família, com amigos ou sozinho – nos afaste dos feeds intermináveis.

Definir limites online. Por outras palavras, não distanciar por completo da realidade digital, mas encontrar um equilíbrio com a vida offline. Para se manter consciente dessa necessidade, utilize aplicativos de produtividade ou estabeleça horários nos quais se mantém distante do telemóvel (pode até colocá-lo numa gaveta durante uma hora, por exemplo).

“Pode não parecer, mas a constante conectividade continua a ser um fenómeno relativamente recente e não propriamente saudável”, alerta a consultora.

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