E depois do Nó de Boliqueime

E depois do Nó de Boliqueime, a guerra começou! Passos já pede eleições e revisão extraordinária da Constituição para que tal aconteça. A esquerda tem programa preparado, mas sem contas finais para governar. A coligação olha para a esquerda a escassas semanas de eventualmente esta tomar posse e reage perante aquilo que considera a desfaçatez […]


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E depois do Nó de Boliqueime, a guerra começou! Passos já pede eleições e revisão extraordinária da Constituição para que tal aconteça. A esquerda tem programa preparado, mas sem contas finais para governar. A coligação olha para a esquerda a escassas semanas de eventualmente esta tomar posse e reage perante aquilo que considera a desfaçatez impensável de regras democráticas assumidas há 40 anos. A esquerda viu a última oportunidade de “congelar” os traumas ideológicos que os dividiam e derrotar a direita.

As ideologias em Portugal sempre tiveram o mesmo resultado: a esquerda tem mais votos do que a direita, mas a esquerda é excessivamente plural e isso inviabilizou o poder.

A metodologia alterou-se e, nesta democracia – que tem quase a mesma idade da anterior ditadura -, o arco de governação desalinhou-se. Passará a ser outro? Os interesses instalados são fortíssimos e ninguém se dá por vencido. Houve quem especulasse que a coligação acabaria nos próximos dias, enquanto outros viam a aparente vitória política de Costa no parlamento como o início da “guerra fria” à esquerda.

Catarina tem vindo a garantir bónus para o seu lado. Afinal, é o “furacão” que dá tudo: emprego, pensões, vencimentos. Costa é o tesoureiro que tem de arranjar dinheiro para pagar. Havia quem já visse o início do fim de uma parceria, onde o PCP é a balança, com o pormenor de este não ser um partido que faz derivas ideológicas, apenas cedências táticas.

E voltamos ao Nó de Boliqueime. Voltar a dar a voz ao povo não é constitucionalmente possível. Rever a Constituição? São achas para a fogueira da política portuguesa. Mas, claro, vale tudo e a derradeira palavra é do PR. Este é o tempo das influências, do caciquismo, da criatividade mental sobre supostos terramotos nos momentos de mudança.

Bruxelas mete medo? É tudo uma questão de negociar? Devolver vencimentos e pensões agrava o défice? Depende da contabilidade! Os mercados vão-nos espezinhar? Pelo contrário. Eles gostam da confusão para que tudo o que caia possa subir! E o risco associado a todo o experimentalismo que estamos a viver? A resposta está nos eleitores. Eu sei o que quero.

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