E-Goi quer chegar aos 250 mil utilizadores em 2016

A e-Goi pretende faturar oito milhões de euros e alcançar 250 mil utilizadores em 2016. O OJE colocou cinco questões sobre o estado atual e futuro do maketing digital a Ernesto Ferreira, o country manager da empresa.


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A e-Goi pretende faturar oito milhões de euros e alcançar 250 mil utilizadores em 2016. O OJE colocou cinco questões sobre o estado atual e futuro do maketing digital a Ernesto Ferreira, o country manager da empresa.

A E-Goi, empresa vocacionada para o Marketing Digital que disponibiliza, entre outras soluções, uma plataforma de gestão de mail marketing, espera fechar 2015 com um volume de negócios de cinco milhões de euros. No próximo ano a faturação deverá atingir os oito milhões. As exportações já representam mais de metade do negócio.

Ernesto Ferreira, country manager da E-goi Portugal, explica que a empresa tem apresentado um bom comportamento: “mais receitas, mais instalações e mais equipa” e a exportação de serviços já representa mais de metade da faturação. Em 2016, a empresa quer “continuar o processo de afirmação enquanto líder de mercado em Portugal e no Brasil, expandir essa liderança a outros países e chegar globalmente aos 250 mil utilizadores”, explica Ernesto Ferreira. Atualmente a empresa tem cerca de 150 mil utilizadores.

Quando a empresa surgiu, em 2008, as redes sociais não eram representativas, o mobile como existe atualmente era pura ficção científica. O OJE perguntou ao responsável máximo da e-Goi como acompanhou e se adaptou a empresa à evolução do mercado. “Tentámos transformar ainda mais a ficção-científica em realidade. Por exemplo, arranjámos forma de converter uma newsletter automaticamente em mobile sem ser preciso mexer em código. Lançámos o novo canal push para ajudar as empresas com app mobile a enviar mensagens. E quem não tiver app, pode usar a nossa própria app. Ou seja, neste momento qualquer PME pode ter a sua app de fidelização mobile, coisa impensável há poucos anos”.
Quando a empresa foi criada, o E-Goi “foi concebido para se adaptar a qualquer cliente, desde um blogger a uma multinacional”. Hoje faz o mesmo. A grande diferença é que “além de portugueses” têm clientes no Brasil, em Espanha, no México, na Argentina, no Reino Unido, na Dinamarca ou na Suécia.

Cinco perguntas a Ernesto Ferreira

OJE – O que é marketing automation? É uma moda ou um alicerce do marketing mix actual das empresas?
Ernesto Ferreira –
Tudo o que nos poupa semanas de trabalho deixa de ser moda para se tornar parte fundamental do dia-a-dia. Depois de bem planeado e preparado, o marketing automation envia a mensagem certa para a pessoa certa na hora certa – sempre. Facilita tremendamente o trabalho de um departamento de vendas, que assim já não precisa de se concentrar na captação de leads, mas sim no que verdadeiramente interessa: ajudar e aconselhar o cliente. Isto faz com que a relação entre o consumidor e a marca também saia fortalecida por intermédio da relevância que o marketing automation permite ter nas acções através destes canais digitais.

Estamos a entrar na Era do “Big Brother” ou do “Minority Report”, na qual a publicidade e comunicação é personalizada?
Quem responde “Big brother” a essa questão obviamente não leu o romance. A obra de Orwell extrapola uma autoridade totalitária, estanque e opressiva, que vigia constantemente o que se passa em cada rua e dentro de cada casa para prevenir insurreições. Não é esse, felizmente, o nosso caso.

“1984” é um excelente aviso do pior em que a sociedade se pode transformar, mas neste momento, do ponto de vista da publicidade, estamos muito mais próximos de um Minority Report. Aliás, a publicidade personalizada que nos acompanha na navegação pela net já é equivalente ao filme de Spielberg.

Como está a evoluir a regulação do setor?

Portugal tem adotado as normas da União Europeia, bastante completas (nós próprios usamo-las no E-goi), mas as regras variam muito noutros continentes. Em muitos países, nomeadamente na América Latina, a regulação ainda é embrionária ou praticamente inexistente.
Contudo, há um outro tipo de regulação, ainda mais eficaz, ao alcance de cada um de nós: lermos atentamente as condições de tudo em que nos inscrevemos, aderimos ou instalamos. Não há regulação que substitua os nossos olhos bem abertos.

A privacidade e a segurança dos dados são duas faces da mesma moeda. Onde deve ser colocada a fronteira? Até que ponto se está a abdicar da privacidade e da segurança ao disponibilizar dados às empresas?
A fronteira deve estar firmada no bom senso. Há três regras simples e basilares:
– Ninguém pode ter acesso aos meus dados sem que eu previamente confirme, por escrito ou via digital, que os faculto em troca de determinada subscrição ou serviço;
– Nesse ato, tenho de ficar claramente a par dos dados que vou facultar;
– Esses dados nunca poderão usar-se para outros fins sem o meu consentimento, e tenho de ser informado se alguém os solicitar.

Infelizmente tal rigor não é unânime. Os EUA, por exemplo, não asseguram este nível de protecção de dados (aliás, o acordo Safe Harbor que tinham com a UE foi recentemente anulado pelo Tribunal de Justiça precisamente por isso). Logo, qualquer informação que cedamos a uma empresa que guarda os nossos dados em território norte-americano é juridicamente passível de uso abusivo.

Obviamente que a gravidade depende do tipo de informação que fornecemos. Um endereço de e-mail descartável é uma coisa. O nosso número de telemóvel, morada ou número de contribuinte é outra.

Por isso, e mais uma vez, friso a importância de que cada um de nós esteja de olhos abertos. Quem clica “next”, “next”, sem ler condições e preenche tudo o que Facebook ou uma app lhe pede, não pode depois estarrecer-se pela quantidade de dados seus que as empresas detêm.

As redes sociais e as ferramentas de messaging são concorrentes de peso para o e-mail tradicional. Dentro de 10 anos vamos continuar a usar o correio electrónico?
São concorrentes, mas não de peso, pois o e-mail tem o peso de toda a Internet a seu favor. 99% (e eu arriscaria dizer 99,9%) dos utilizadores de Internet tem e-mail. Mas só cerca de 75% dos adultos online usam redes sociais, dado que a barreira de adesão é muito maior. Embora o social e o messaging representem um canal a não descurar, o e-mail continua a ser de longe o que traz melhor Retorno do Investimento (ROI) para marketing relacional, não só agora, como também dentro de 10 ou mesmo 50 anos.
É que no dia em que já não usarmos correio electrónico, terá deixado de haver Internet como tal. Será por causa de uma hecatombe global ou pela chegada de uma Supernet quântica muito superior? Aposto a vida na segunda hipótese.

Por Mafalda Simões Monteiro/OJE

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