E se Portas se tornar comentador da TVI e pensar em chegar a PR?

Portas já percebeu que o Governo que tanto criticou por não ser “legítimo” tem condições para governar quatro anos


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A questão não é mera retórica. No “inner circle” de Paulo Portas, o ainda líder do CDS, os voos já são outros. Replicar o que fez Marcelo para lhe suceder estará na sua mente. Primeiro, claro, há que fazer o tirocínio que é o mesmo que dizer que terá de fazer uns anos, talvez 10, como comentador televisivo e a TVI tem a melhor história, depois de perder a sua melhor estrela que lhe dava um share de 1,7 milhões de espectadores no “prime time” de domingo.
Paulo Portas ao anunciar que não se recandidata a mais um mandato na liderança do partido que fez uma aliança e venceu as mais recentes eleições, sai pela porta grande. Melhor, sai antes que lhe atribuam a responsabilidade por alguns “esqueletos” que vão necessariamente surgir nos próximos anos. O Banif é o primeiro caso, depois a debilidade do sistema de saúde que levou diretamente a mortes, ainda a história da TAP e da reversão com todos os contornos do negócio que virão a lume; ou ainda a perda de mais dois mil milhões de euros por parte de obrigacionistas do BES, o que deixará de sobressalto todos os investidores e aforradores em bancos e empresas nacionais.
Mais. Portas já percebeu que o Governo que tanto criticou por não ser “legítimo” tem condições para governar quatro anos e se calhar até tentar um novo mandato. Portas percebeu que nos momentos chave o Partido Comunista e os Bloquistas darão o voto necessário para manter Costa e o PS na liderança e mesmo quando não o possam fazer sabem que o PSD de Passos Coelho está condicionado na sua atuação e terá de apoiar o PS em todas as medidas consideradas de interesse nacional, ou vitais para o status quo. O CDS, por seu lado, depois de desfazer a PàF ficou à vontade para votar contra e viu-se no recente Orçamento Retificativo. O CDS voltou a ganhar espaço de manobra após uma separação amigável com o PSD.
Por último, mas não menos relevante, Paulo Portas percebeu que para um partido perdurar há que renovar. Aliás, fala-se que o líder congénere do PC também poderá ser substituído. Portas sabe que precisa de dar espaço a uma nova liderança que possa significar para o eleitorado “novo sangue”. Claro que o partido que tem as suas iniciais vai continuar a ser “seu”, ou melhor, Portas vai continuar a andar por aí. Em simultâneo cria condições para uma nova liderança e mudanças estratégicas e algumas do foro ideológico. É preciso recentrar e ir buscar eleitores que estão agastados por quatro anos de pesadelo e que consideraram esta abertura uma forma de recuperar algum fôlego. Portas mostra ainda que ao afastar-se não está ressabiado por ter sido apanhado num truque político e que afinal quem canta vitória não é o mais votado, mas aquele que congrega o maior número de votos e de interesses associados.

Quem lhe segue
Começaram por ser lançados na praça pública quatro nomes que em poucas horas se reduziram a dois: a ex-ministra da Agricultura, Assunção Cristas, e o dirigente Nuno Melo.
A decisão de Portas era esperada para o seu “inner cicle”. Terá dito a Passos que só ficaria no Governo dois anos, até 2017, segundo o Observador. Afinal ficou 11 dias por outras razões. Fala em novo ciclo político e por aquilo que foi apurado pela TVI nem sequer ficará no parlamento. Não se sabe se é o ciclo do CDS ou o seu ciclo. Foram 16 anos de liderança e na sucessão Portas diz que o partido está preparado e não quer “guerras”. Nenhum dos putativos candidatos se pronunciou (apenas João Almeida aproveitou o Facebook para agradecer a “onda” de incentivos e dizer que está fora de qualquer corrida). Até ao congresso de abril são cerca de 100 dias, o tempo para alguém se definir. Disse ao jornalistas que se se candidatasse a uma nova liderança, teria de estar disponível “não para um mandato de dois anos, mas para vários mandatos de vários anos, a saber: os da oposição e os da reconquista e os do regresso do centro direita ao Governo”.

Por Vítor Norinha/OJE

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