É uma das maiores ameaças mundiais e pode matar 30 milhões de pessoas num ano

Se vive num país desenvolvido é muito pouco provável que alguma tenha pensado nesta como uma das maiores ameaças à segurança internacional. Mas acredite a ameaça é real e pouco ou nada está a ser feito para controlá-la.

Ricardo Moraes/REUTERS

Os epidemiologistas alertam para a possibilidade de a humanidade vir a experienciar dentro de décadas uma nova ameaça à segurança mundial: uma epidemia mortal. Dado o movimento rápido do ar, o fenómeno poderia matar mais de 30 milhões de pessoas em apenas um ano. As autoridades de saúde avisam que a ameaça é séria e pouco ou nada está a ser feito para controlá-la.

Se vive num país desenvolvido é muito pouco provável que alguma tenha pensado que uma das maiores ameaças à segurança internacional se prende com catástrofes de saúde pública. No entanto, segundo os epidemiologistas, a probabilidade de vir a ser vítima de uma epidemia mortal no futuro é bem maior do que ter vítima de um atentado terrorista ou de uma catástrofe natural.

Esta segunda-feira, numa conferência de segurança em Munique, na Alemanha, o co-fundador da Microsoft e filantropo Bill Gates veio a público defender “de todas as coisas que poderiam matar mais de 10 milhões de pessoas no mundo em um ano, a mais provável seria uma epidemia decorrente de causas naturais ou bioterrorismo”.

Bill Gates, cuja fundação tem investimentos na melhoria da saúde à escala mundial, confessa que faz ‘figas’ para que “o mundo não seja atingido por uma epidemia mortal nos próximos 10 anos, porque está muito vulnerável para dar resposta a esse tipo de problema”.

Quando nos finais de 2013, a Organização Mundial de Saúde (OMS) começou a receber os primeiros casos de pacientes diagnosticados com a infeção pelo vírus Ébola na Guiné, nada faria prever que o surto se viesse a alastrar a outros seis países africanos e a países fora do continente, obrigando a OMS a decretar o estado de emergência internacional. Até então, a OMS só tinha levantado este tipo de alerta por duas vezes — com a gripe Suína em 2009 e durante o ressurgimento da Polio em 2014. No total, foram detetadas mais de 25 mil infeções e mais de 11 mil pessoas morreram.

Assim que o pânico em torno da epidemia de Ébola terminou, eis que outra começou a fazer manchetes nos jornais: o Zika, um vírus também espalhado por picadas de mosquito, associado a graves deformações nos bebés.

Depois de todos os esforços que foram feitos para erradicar algumas das doenças mais mortíferas e amplamente difundidas no passado, as autoridades de saúde temem que as alterações climáticas e a precariedade em alguns zonas do planeta estejam a potenciar os riscos de uma epidemia mortal vir a ocorrer no futuro.

Os epidemiologistas apontam ainda o perigo do bioterrorrismo criar crises de saúde pública em larga escala. “Os avanços na biotecnologia trouxeram uma ampla gama de benefícios para a saúde. Mas tem um lado mais sombrio, já que as armas biológicas estão agora ao alcance de países desonestos e possivelmente de alguns grupos terroristas”, afirma Daniel Gerstein, investigador na organização de políticas públicas RAND Corporation.

Apesar disso, o risco de crises de saúde está a ser “amplamente subestimado e a capacidade de resposta do mundo é lamentavelmente insuficiente”, indica um relatório das Nações Unidas, datado de fevereiro do ano passado. “O aparecimento de um vírus da altamente infeccioso poderia rapidamente resultar em milhões de mortes e causar uma grande desorganização social, económica e política”, pode ler-se no relatório. “E este não é um cenário improvável”.

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