“É urgente acelerar a utilização efetiva e eficaz dos fundos PRR”, defende Hélder Rosalino

“Neste contexto, é crucial acelerar a utilização efetiva e eficaz dos fundos do PRR (Plano de Recuperação e Resiliência) e a prossecução das reformas no seu âmbito, o que contribuirá para sustentar o investimento e o crescimento económico no curto e no médio prazo”, disse o administrador do BdP.

Cristina Bernardo

Hélder Rosalino, administrador do Banco de Portugal, falava na 6ª edição do Money Conference organizada pela Global Media, quando realçou que, apesar de no curto prazo as notícias serem boas para Portugal, já que “comparativamente à Europa os dados do PIB no terceiro trimestre positivos e o desemprego continua baixo”.

“No entanto, a deterioração do enquadramento externo e financeiro e o choque sobre o poder de compra das famílias implicam uma evolução mais adversa do PIB nos próximos trimestres”, disse Hélder Rosalino que acrescentou que “neste contexto, é crucial acelerar a utilização efetiva e eficaz dos fundos do PRR (Plano de Recuperação e Resiliência) e a prossecução das reformas no seu âmbito, o que contribuirá para sustentar o investimento e o crescimento económico no curto e no médio prazo”.

O administrador do banco central disse que “a coordenação dos agentes para preservar o regime de baixa inflação evitará a materialização de aumentos das margens das empresas e de salários geradores de pressões persistentes sobre os preços”.

Hélder Rosalino defendeu ainda a política de subida de juros do BCE para combater a inflação, admitindo que isso possa implicar o aumento do desemprego.

“Há um conjunto de desafios que se colocam à economia, ao sistema financeiro e também aos bancos centrais”, disse referindo-se ao combate à inflação elevada, aos riscos para a estabilidade financeira e à resposta à digitalização da economia.

“A normalização da política monetária é necessária para reduzir a inflação e garantir a estabilidade económica e financeira”, acrescentou.

No dia 27 de outubro, o BCE aumentou as taxas diretoras em 75 pontos base. “Com este terceiro grande aumento consecutivo, avançou-se consideravelmente na eliminação da acomodação da política monetária. Seguir-se-ão mais aumentos, que dependerão da evolução da economia e da inflação”, referiu.

Hélder Rosalino disse que ainda havia medidas em vigor expansionistas que estavam a acabar, nomeadamente o BCE vai reduzir o seu balanço e deixar de comprar dívida.

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