Economia cada vez mais digital. 44% dos portugueses passaram a comprar ‘online’

Estudo da Visa e da GfK concluiu que 45% dos portugueses passaram a privilegiar os pagamentos digitais em vez das notas e moedas com as medidas de confinamento.

Mais de quatro em cada dez portugueses (44%) iniciaram ou aumentaram as compras online quando o confinamento foi declarado, em março de 2020. Segundo um estudo da Visa, em parceria com a GfK, os consumidores portugueses já preferem pagar através de meios digitais, por oposição às típicas notas e moedas. E tendência está em expansão e parece que a adoção generalizada dos meios de pagamentos digitais não vai fazer uma inversão de marcha.

O estudo, que visou apurar o impacto da Covid-19 o setor dos pagamentos digitais em quatro países europeus, incluindo Portugal, cujos resultados foram esta quarta-feira divulgados, concluiu que 45% dos portugueses passaram a privilegiar os pagamentos digitais em vez das notas e moedas.

Esta alteração de comportamento, provocada pela crise sanitária, deverá prosseguir, numa altura em que 26% dos portugueses prefere fazer pagamentos em loja utilizando cartões de débito.

O estudo inquiriu 3.200 consumidores em Itália, França, Espanha e Portugal, tendo participado 800 nacionais de cada país. Portugal foi o país no qual os pagamentos contactless registaram um crescimento maior, que aumentaram 48% face aos níveis anteriores à pandemia, sendo que mais de seis em cada dez portugueses ficaram satisfeitos quando o Banco de Portugal aumentou o limite das compras a poderem ser pagas com contacless sem a introdução do PIN.

Além disso, 64% dos portugueses referiram que as lojas estão mais predispostas a aceitar pagamentos contactless.

Citada no comunicado que explicou os resultados deste estudo, Paula Antunes da Costa, country manager da Visa para Portugal, referiu que ” a adoção massiva dos pagamentos digitais só veio demonstrar a agilidade com que rapidamente nos adaptamos para continuar a satisfazer as nossas necessidades. Seja através do contactless, e-commerce ou cartões de pagamento em geral, o digital está a impulsionar diferentes comportamentos de compras e pagamentos”.

Por sua vez, António Salvador, country manager da GFK para Portugal, afirmou que “é seguro dizer que os pagamentos digitais e o contactless têm sido protagonistas durante o confinamento, maioritariamente impulsionados pela necessidade de segurança. Prevemos que no futuro a tendência se mantenha”.

Confinados em casa, houve um aumento de 16% das subscrições de serviços de televisão ou de telemóvel pelos consumidores portugueses, que também passaram a pagar mais frequentemente as contas de casa (+21%) ou impostos através da internet (+18%).

 

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