Economia continua a crescer mas abaixo do ritmo do 1.º semestre

O Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG) prevê que a economia portuguesa continue a crescer no segundo semestre deste ano, mas a um ritmo inferior ao verificado no primeiro semestre, em que o PIB aumentou 1,5%, tal como adianta a agência Lusa Na Síntese de Conjuntura de setembro, os economistas do ISEG antecipam que […]

O Instituto Superior de Economia e Gestão (ISEG) prevê que a economia portuguesa continue a crescer no segundo semestre deste ano, mas a um ritmo inferior ao verificado no primeiro semestre, em que o PIB aumentou 1,5%, tal como adianta a agência Lusa

Na Síntese de Conjuntura de setembro, os economistas do ISEG antecipam que “a economia continuará a crescer ao longo do segundo semestre, mas não a um ritmo tendencialmente superior ao do primeiro semestre”, argumentando que “a presente desaceleração da procura interna e as perspetivas mais baixas para o crescimento externo assim o sugerem”.

O Produto Interno Bruto (PIB) de Portugal cresceu 1,5% na primeira metade do ano face ao mesmo período de 2014, de acordo com o Instituto Nacional de Estatística (INE), um desempenho que “ficou abaixo” das perspetivas do ISEG, que apontavam para um crescimento homólogo de 1,8% até junho.

Na nota, lê-se que esta evolução da economia entre janeiro e junho “acaba por ser algo dececionante na medida em que foi o comportamento negativo da procura externa líquida que limitou um maior crescimento do PIB”.

Os economistas deste instituto universitário recordam que a evolução da economia no trimestre foi caracterizada por “uma aceleração do crescimento da procura interna, de 3,4 pontos percentuais, em especial do consumo privado”.

No entanto, acrescentam que este fator “foi neutralizado por um contributo bastante mais negativo da procura externa líquida, de -1,9 pontos percentuais, devido ao maior crescimento das importações, mantendo o crescimento global estável e acima do ano anterior”.

O ISEG refere ainda que, depois de sete trimestres consecutivos com a economia a crescer em termos homólogos, “o nível da produção global trimestral apenas recuperou cerca de um terço da queda registada entre meados de 2010 e o início de 2013”.

Além disso, preveem que, mantendo-se o ritmo de crescimento deste ano, “apenas em 2019 seria atingido o nível de produto de 2010 e só um ano mais tarde [seria atingido] o máximo histórico do final de 2007 e início de 2008”.

OJE

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