Economia portuguesa cresce 0,7% no 4.º trimestre de 2014

O Produto Interno Bruto (PIB) registou um aumento homólogo de 0,7% no quarto trimestre de 2014 e de 0,9% no conjunto do ano passado, segundo a estimativa rápida do INE. No terceiro trimestre do ano passado, o PIB tinha registado um aumento homólogo superior, de 1,1%. A estimativa do Instituto Nacional de Estatística (INE) fica […]

O Produto Interno Bruto (PIB) registou um aumento homólogo de 0,7% no quarto trimestre de 2014 e de 0,9% no conjunto do ano passado, segundo a estimativa rápida do INE.

No terceiro trimestre do ano passado, o PIB tinha registado um aumento homólogo superior, de 1,1%.

A estimativa do Instituto Nacional de Estatística (INE) fica aquém das previsões do Governo que, no Orçamento do Estado para 2015 (OE2015), apontava para um crescimento da economia nacional de 1% no conjunto de 2014. Uma previsão corroborada pela Comissão Europeia na semana passada, quando Bruxelas melhorou a estimativa que tinha apresentado nas previsões económicas de outono, que era de 0,9%.

De acordo com a estimativa rápida das contas nacionais trimestrais do INE, esta evolução foi “determinada pelo contributo menos positivo da procura interna comparativamente com o verificado no trimestre anterior, refletindo a desaceleração do consumo privado”.

Já a procura externa líquida registou um “contributo ligeiramente menos negativo para a variação homóloga do PIB, devido à aceleração das exportações de bens e serviços”.

Face ao trimestre anterior, o PIB aumentou 0,5% em termos reais (variação de 0,3% no terceiro trimestre), traduzindo o contributo positivo da procura externa líquida.

Para o conjunto do ano 2014, a estimativa do INE aponta para um aumento de 0,9% do PIB em volume, que se segue a uma diminuição de 1,4% em 2013, “em resultado da recuperação da procura interna”.

Segundo nota o INE, esta estimativa rápida incorpora revisões na informação de base utilizada, nomeadamente decorrentes da utilização dos dados mais recentes do comércio internacional de bens, com “ténues revisões” em termos nominais e ao nível dos deflatores para o 3.º trimestre de 2014.

Este novo conjunto de informação, acrescenta, não implicou revisões nas taxas de variação homóloga e em cadeia do PIB.

 

OJE/Lusa

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