Economist: Orçamento de Angola tem metas “altamente ambiciosas”

A Economist Intelligence Unit (EIU) considera que o início positivo de João Lourenço não chega.

“Devido às constantes pressões sobre a economia de Angola, por causa do preço baixo do petróleo, que é a maior fonte de receitas e de exportações, os objetivos de crescimento e de défice orçamental são altamente ambiciosos”, escrevem os analistas da revista britânica.

Para esta unidade de análise económica, a saída de José Eduardo dos Santos e a entrada de João Lourenço na Presidência de Angola, bem como “as inesperadas iniciativas destinadas a aplacar a corrupção e melhorar o ambiente de negócios”, são positivas para a economia.

“No entanto, vai ser preciso mais que otimismo e novas pessoas para ultrapassar os desafios económicos de Angola”, dizem, apontando que um dos “temas imediatos” é a moeda nacional e a limitação de moeda estrangeira, que condiciona “a capacidade das companhias angolanas pagarem aos fornecedores”.

Num comentário ao Orçamento para 2018, enviado aos investidores e a que a agência Lusa teve acesso, os analistas da Economist duvidam das previsões de crescimento económico de 6,1% no setor petrolífero e 4,4% no setor não petrolífero, além de um défice de 2,9%, que representa uma recuperação face aos 5,3% antecipados para este ano.

O Governo angolano prevê no Orçamento Geral do Estado para 2018 despesas e receitas de 9,6 biliões de kwanzas (48,8 mil milhões de euros) e um crescimento económico de 4,9%, segundo a proposta que deu entrada hoje no parlamento.

A proposta de Orçamento para 2018, entregue na Assembleia Nacional pelo ministro de Estado e do Desenvolvimento Económico e Social, Manuel Nunes Júnior, prevê igualmente um défice de 2,9%, devendo a discussão parlamentar sobre o documento ter início a 05 de janeiro, com votação até 15 de fevereiro.

Em declarações à imprensa, no parlamento, Manuel Nunes Júnior realçou que em anos eleitorais o prazo para que o executivo faça a entrega do Orçamento Geral do Estado (OGE) ao parlamento é alargada até 15 de dezembro, data que foi assim cumprida.

Este é também o primeiro OGE da governação de João Lourenço, que após as eleições gerais de agosto sucedeu a José Eduardo dos Santos como Presidente da República e chefe do Governo.

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