Investimento financeiro no feminino

Assumir-se que o mundo dos investimentos financeiros pertence ao género masculino pode ser verdade, mas apenas numa perspetiva.

Segundo um estudo divulgado pela revista norte-americana Forbes, apenas 52% das mulheres referem sentir a confiança necessária para investir – nos homens este número sobe para 68%.

Esta discrepância na confiança para o investimento é difícil de compreender, nomeadamente se tivermos como referência três estudos internacionais que concluíram que, nos últimos anos, em termos médios, as mulheres investidoras conseguiram alcançar resultados superiores em determinados investimentos.

De acordo com um artigo publicado na ‘newsletter’ do Banco de Investimento Global (BIG) “é claro que os investidores de hoje são homens e mulheres, das mais variadas idades e contextos, porque continua este tema em cima da mesa e a ser tão debatido nos dias que correm?”.

Eis as justificações que parecem afastar as mulheres do investimento financeiro. São justificações válidas, é claro, mas que devem ser vistas em perspetiva, segundo artigo publicado pelo BIG.

“Não tenho tempo para investir”
“Tenho quem faça por mim”
“Tenho dificuldade em confiar o meu dinheiro a outras pessoas”
“Não compreendo as vantagens”
“Não gosto de especulação ou risco”
“Conheço pessoas que tiveram experiências negativas”
“Não entendo a linguagem técnica associada ao investimento”

O importante é que saiba fazer as perguntas certas – que são as mesmas tanto em “decisões do dia a dia” como nos investimentos financeiros:

Quanto quero investir?
Qual é o retorno esperado do investimento?
Em quanto tempo quero pagar/recuperar o investimento?
Quais são os riscos?
Da contraparte;
De mercado (variação do preço);
Do valor da zona geográfica onde estou a decidir fazer o investimento
De liquidez – tenho facilidade em “transformar em dinheiro” ativo o que estou a comprar e descapitalizar-me (investir o meu dinheiro) ou recorrer a crédito (alavancagem)?

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