Planeie e compare. Conheça os seus direitos de consumidor neste Natal

Além de conselhos de segurança relativos à compra de brinquedos e decorações de Natal, a campanha da Direção-Geral do Consumidor destaca os cuidados que deve ter quando comprar através da internet. Conheça as dicas para uma época natalícia mais segura.

Cristina Bernardo

Numa altura em que se assiste a uma corrida ao comércio para os tradicionais presentes de Natal, a Direção-Geral do Consumidor (DGC) lançou uma campanha “9 Conselhos para este Natal” para alertar os consumidores para os seus direitos. O Jornal Económico apresenta aqui algumas das dicas para uma época natalícia mais segura.

  • Atenção às compras na Internet

A campanha destaca os cuidados que o consumidor deve ter quando adquirir bens através da internet – informando-o de que tem 14 dias para desistir desse tipo de compras.

  • Compare os preços e evite conflitos

Esteja atento à necessidade da comparação de preços antes da compra e para a leitura atenta da Ficha de Informação Normalizada (FIN) que acompanha as condições contratuais no caso de se recorrer ao crédito ao consumo. Em caso de conflitos de consumo, a melhor forma de os resolver é através da negociação direta entre o consumidor e o comerciante, mas também se esclarece que o consumidor pode recorrer a um Centro de Arbitragem.

  • Compare o crédito ao consumo com a FIN

Se tiver de recorrer a um crédito ao consumo, compare com a FIN. Tem 14 dias para desistir, mas terá que pagar capital, juros vencidos e despesas não reembolsáveis.

  • Cuidado com a decoração

Coloque as árvores de Natal afastadas das fontes de calor, e não acenda velas ao pé dela. Relativamente às iluminações, confira sempre o seu estado antes das usar. Se sentir um formigueiro nas lanternas, não as use.  Se for comprar novas iluminações, escolha aquelas que indiquem serem ”produtos não inflamáveis”. Se usar decorações que sejam mais pequenas, tenha cuidado com o perigo de asfixia nas crianças.

  • Publicidade enganosa requer atenção redobrada

No caso de encontrar publicidade enganosa ou agressiva, o consumidor também deve denunciar a situação à DGC, que é a autoridade competente na matéria.

 

De acordo com o Secretário de Estado da Defesa do Consumidor, João Torres, “nesta época festiva, com inúmeras vendas e promoções anunciadas, os consumidores devem conhecer os mecanismos de proteção existentes e, em caso de dúvida ou dificuldade na resolução de conflitos, devem saber que podem contactar a Direção-Geral do Consumidor e os seus Centros de Arbitragem de Conflitos de Consumo”. João Torres salienta ainda que “os consumidores portugueses estão cada vez mais sensíveis à problemática dos direitos do consumidor”.

Recomendadas

Supervisor do BCE insta bancos a prepararem-se para “impactos adversos” (com áudio)

O presidente do Conselho de Supervisão do Banco Central Europeu (BCE), Andrea Enria, instou hoje os bancos da zona euro a preparem-se para “impactos adversos”, admitindo uma “possível recessão” devido à vulnerável situação económica, exacerbada pela crise energética.

PremiumOrçamento da câmara de Caminha não prevê 300 mil euros de rendas a devolver

O presidente da câmara pediu a devolução de 300 mil euros pagos ao promotor de centro de exposições. Mas verba não está prevista no orçamento. Oposição diz que edil não tem esperanças de receber.

Leia aqui o Jornal Económico desta semana

Esta sexta-feira está nas bancas de todo o país a edição semanal do Jornal Económico. Leia tudo na plataforma JE Leitor. Aproveite as nossas ofertas para assinar o JE e apoie o jornalismo independente.
Comentários